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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Debate - Bastidores e Emoções

Por Guilherme Vila Real

Divulgação.
Quem acompanhou a TV Tem nas últimas semanas reparou que ela fez uma cobertura política sensacional, com direito a Debate, pela primeira vez, com os candidatos a prefeitura de Araçatuba, com os prefeitos de Votuporanga pelo G1 e encerrando com os prefeitos de Rio Preto.

   Já compartilhei várias emoções minhas nesta minha jornada na TV, mas nenhuma experiência foi tão emocionante como deste debate da última quinta-feira às 23h. Este foi o terceiro e último debate, no 1º turno, realizado na região. Até então, eu não imaginava que eu iria presenciar este momento de tão perto.

Montagem do cenário para Debates.
TV Tem - Eleições 2012.
Ver o debate em casa já é legal, mas participar dele, é melhor ainda. Tudo começou há algumas semanas com a montagem do cenário. Não só eu, mas como toda a equipe, estávamos ansiosos para saber como seria e como tudo iria ficar para o grande dia.



   Porém, nenhuma expectativa se comparava com a da chegada do grande dia, o Debate com os prefeitos de Rio Preto. Nesta quinta-feira entrei em horário especial para trabalhar. A partir daí foram fortes emoções e surpresas também.

   Vou começar falando da janta. Se eu poderia falar disso eu não sei. Mas é porque fiquei surpreso com isso. Como vários funcionários iriam trabalhar até tarde para levar até as pessoas em casa um belo debate, a empresa resolveu comprar pizzas e sorvetes. Afinal, saco vazio não para em pé né.

Equipe reunida horas antes do Debate
TV Tem - Eleições 2012.
Acabando a janta, fomos todos para o estúdio fazer uma breve reunião. Isso porque, faltavam algumas horas para o início do debate e alguns ajustes ainda precisavam ser feitos e aquilo que já estava pronto, precisava ser checado para ver se estava funcionando direitinho.

 
   Tudo pronto. Fomos então cada um para o seu posto. Mas antes, vamos receber os candidatos e assessores. Aos poucos os protagonistas do Debate foram chegando na TV. Todos chegam sorrindo, cumprimentando todo mundo, como se fossem amigos de infância. A cada autoridade que chegava já tinha um cinegrafista registrando cada momento.

   Todo mundo na TV. Fizemos os sorteios de sala e de púlpitos. Enfim, a tão esperada hora chegou. Aí sim, todo mundo nos devidos lugares, vem o aviso: "Atenção, trinta segundos". Nesta hora meu coração disparou. Eu estava no comando da Luz Vermelha, que avisa os candidatos que faltam 10 segundos para eles terminarem de perguntar ou responder.

   Se não me engano, no meio do segundo bloco, tivemos um problema com o botão, no qual eu estava apertando. Com um belo jogo de cintura de todos, a mediadora começou a avisar os candidatos sobre os 10 últimos segundos. Neste momento a equipe de manutenção da TV foi chamada para arrumar o problema. Nesta hora eu tava quase infartando. Imagem só, eu trabalhando pela primeira vez num debate e já quebro o botão.

   Enquanto o pessoal da manutenção tentava resolver o problema, o debate corria normalmente. Mas o que ninguém viu, foi que neste meio tempo, candidato pede direito de resposta, aí tem que chamar o advogado da empresa para analisar o pedido. E ao mesmo tempo, o rapaz da manutenção descascando fios de energia na minha frente para solucionar o problema da luz. Com a graça de Deus e competência do funcionário, tudo foi resolvido.

   Mas antes de eu encerrar, gostaria de falar sobre a Suiter, lugar onde fica reunido todo o pessoal que faz as trocas de câmeras, liga e desliga os microfones dos candidatos, controla o tempo da pergunta, resposta, réplica e tréplica, entre outras coisas. Nesta sala estavam reunidas, hoje, 11 pessoas. Imaginei todos, em determinados momentos, falando ao mesmo tempo. Sim. Isso é uma loucura.

   Só sei que na hora que acabou tudo, que saímos de lá, os nosso amigos de infância, os candidatos, vem nos dar um até mais e pedindo voto no domingo. Foi aí então, que todo aquele nervosismo acabou e me deu, me perdoem contar isso, uma baita de uma dor de barriga, que tive que vim correndo para casa. Isso já era mais de 01h30 da madrugada.

   Porém, não sei explicar e nem a quem agradecer por ter participado deste debate. Ter a visão por atrás das câmeras foi muito legal. Eu, realmente, como futuro jornalista, não poderia perder esta oportunidade. Foi uma experiência muito grande, que vou levar para o resto da minha vida. E quem sabe um dia, falar que nem os outros colegas de trabalho, este já é meu X debate que participo. Muito obrigado a todos que participaram deste debate e parabéns, vocês arrasaram. Eu me incluo nesta também.

Saiba mais como foi o Debate no G1:






quarta-feira, 11 de julho de 2012

Os bastidores da notícia

Por Guilherme Vila Real

Muita gente me pergunta como funciona a televisão atrás das câmeras. Esse é o tema que vou compartilhar com as pessoas de casa, os telespectadores, e também os colegas da faculdade que trabalham em outros veículos de comunicação como jornal impresso, assessoria de imprensa, rádio, entre outros. Tudo bem que as formas de se encontrar uma notícia não são tão diferentes.

   Tudo que vou falar aqui é o que eu faço atualmente na TV Tem. Como já disse em outros posts, sou estagiário lá no período da tarde. Mas o trabalho para buscar a notícia começa bem cedinho.O primeiro desafio dos jornalistas é encontrar os factuais que aconteceram durante a noite como acidentes, assaltos, homicídios, entre outros acontecimentos que mereçam destaque. Por isso, todos os dias um produtor da TV vai até o Plantão Policial e lê os Boletins de Ocorrências, um de cada vez. 

   Mas também existe a tão temida RONDA POLICIAL que fica sob a responsabilidade dos estagiários. A Ronda nada mais é que uma lista de telefones da Polícia Militar, Civil, Ambiental, Bombeiros, além dos Distritos Policiais e as Delegacias Especializadas como DIG - Delegacia de Investigações Gerais, DISE - Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, DDM - Delegacia da Mulher... Aqui em Rio Preto somos responsáveis por ligar para 50 cidades. Fora os municípios que ficam nas regiões de Votuporanga e Araçatuba que os estagiários destas sucursais da TV entram em contato.

   Em meio as conversas com policiais e investigadores as notícias vão surgindo. Há dias que as notícias aparecem aos poucos, mas têm dias que a coisa ferve e acontece tudo de uma vez. Aí que a coisa complica, pois são nestes dias que várias informações chegam até a redação e todas precisam ser checadas corretamente, para que a informação não seja transmitida de forma errada.

   Gente, garanto a vocês, não é fácil não. Todo mundo acredita que estagiário não faz nada, mas a gente trabalha como "gente grande". As responsabilidades são as mesmas de um jornalista formado e contratado da emissora. A diferença mais gritante mesmo é o salário.

   Bom, a Ronda então é o ponta pé inicial da notícia. Mas às vezes acontecem coisas que não conseguimos pegar todas as informações na hora ou então acontecem coisas que nem ficamos sabendo. Por isso a FONTE na vida do jornalista é muito importante. Fonte é aquela pessoa em que o jornalista faz uma "certa amizade" e quando o factual surge, o policial, o investigador, ou qualquer outra pessoa entra em contato primeiro com o jornalista de determinada emissora ou veículo de comunicação e passa as informações de primeira mão. E garanto mais uma vez, não é fácil conseguir Fonte não. Ainda mais na minha situação, que pouca gente me conhece. Mas não é impossível. Por causa das ligações do dia-a-dia da Ronda, já deixei o número do meu celular com várias pessoas e poucas pessoas deixaram o número deles comigo, mas fazer o que, estou só começando.

    Além da Ronda, também contamos com a ligação das pessoas que estão na rua e que ligam para falar o que está acontecendo na cidade. Por incrível que pareça, na maioria das vezes, as notícias surgem primeiro com as ligações dos telespectadores. É impossível a gente estar em todo lugar ao mesmo tempo. Então contamos com essa AJUDA das pessoas, que nos contam "meio por cima" o que está acontecendo e depois ligamos para a polícia para confirmar as informações certinho. Precisamos tomar muito cuidado, pois existem pessoas sinceras e falam o que realmente está acontecendo, mas há pessoas que exageram e as vezes até criam uma notícia.

   E é assim que nós jornalistas vamos sabendo das coisas que acontecem na região e vamos montando os nossos telejornais, para informar os telespectadores em casa. É como um trabalho de formiguinha, uma ajudando o outro, um conversando com o outro, e assim vai...

   Na semana que vem vamos falar a respeito das Matérias Frias, afinal, nem sempre acontecem acidentes, homicídios, tempestades; então precisamos contar com reportagens que ao mesmo tempo preenchem o espaço que temos que cumprir na programação da emissora e também que sejam do interesse das pessoas que estão em casa.