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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quando fazemos o que gostamos...

Por Guilherme Vila Real

Bem que me falaram que depois que faz os dias, as horas, os minutos passam mais rápidos que o normal. E realmente passam. Mas o tempo voa também quando a gente faz aquilo que gosta. Parece que foi ontem que eu entrei na TV, ou melhor, parece que foi ontem que comecei a faculdade.

   Sai direto do terceiro colegial e fui fazer jornalismo. Quando vi que a duração de quatro anos, confesso que dei uma desanimada. Mas foi impressionante, passaram-se estes quatros anos, já estou me formando, está faltando apenas algumas semanas para a entrega do TCC e está acabando também o meu contrato de estágio.

   Há mais ou menos uns 15 dias, os apresentadores do jornal na hora do almoço começaram a divulgar o e-mail para os alunos de jornalismo, que vão cursar o 4º ano de faculdade no ano que vem, enviarem os currículos para estágio 2013. Gente, é muito difícil explicar a sensação. Logo já meu deu aquele aperto no coração.

   E esta semana mais uma vez fiquei no momento depressão. Isso porque, chego no serviço na terça-feira e estão lá os candidatos a estagiários do ano que vem realizando testes. Eu não sabia o que eu fazia. Cumprimentei quem eu conhecia, mas logo fui para a redação. Chegando lá, passou um filme na minha cabeça. Parece clichê isso que eu estou falando, mas quando a gente ama o que faz, isso realmente acontece.

   Neste momento eu comecei a pensar que está acabando e pensei na possibilidade de não conseguir ser contratado. Mas o pior não é isso, o problema maior são os laços de amizade que eu criei com as pessoas. Foram elas, que desde 2 de janeiro deste ano, me ensinaram tudo, tudo mesmo.

   Não sei explicar o que é trabalhar com todo o pessoal da TV. Fico emocionado sempre ao pensar na hipótese de um dia ter que falar xau para essas pessoas e não falar um oi no outro dia. Mas isso pode acontecer, e além do xau que eu vou dar pra eles eu vou falar apenas outra palavra: OBRIGADO!

Imagem
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Comunicação Integrada

Por Guilherme Vila Real

   Desde o primeiro ano de faculdade escuto falar da tal Comunicação Integrada. No começo nem tanto, mas nos últimos dois anos escuto com muito mais frequência. Porém, eu ficava realmente pensando se isso realmente existia, ou se isso realmente era preciso. Eis que tive a prova neste último final de semana que a comunicação integrada é essencial para o sucesso.

   Por conta das horas extrascurriculares, que precisamos cumprir na faculdade, nós alunos ficamos o tempo todo procurando palestras e workshops, tudo relacionado ao jornalismo, para conseguir certificados. No domingo passado, eu e alguns colegas da faculdade fomos para Barretos participar de uma conferência de comunicação.

   O evento estava acontecendo desde a sexta- feira e até então achávamos que tudo estava acontecendo na mais perfeita linha. Engano nosso. Chegamos no domingo às dez da manhã, pois de acordo com o cronograma neste horário teria uma palestra, porém, mudaram a programação e transferiram para as onze horas.

   Até aí tudo bem. Pegamos então e fomos para um shopping que fica em frente ao local da conferência. Por lá almoçamos e voltamos na parte da tarde para o evento. Na portaria já sentimos que tinha algo de estranho, pois estava tudo muito vazio.

    E realmente estava muuuuuuito vazio. Tinha pelo menos umas 20 pessoas num auditório que, com certeza, tinha capacidade para umas 200 ou mais pessoas. A única coisa que nos segurou naquele lugar, foi que a noite estava marcada uma palestra com o Caco Barcellos, que até então, não sabíamos se ia ter realmente essa palestra ou não. Digo isso porque durante o primeiro dia de evento, várias palestras e workshops foram canceladas.

   Mas o pior não foi isso. Quem estava organizando era um publicitário, que por sinal, fez uma bela de uma campanha de divulgação do evento. Mas também foi só isso que ele soube fazer. A cada problema que acontecia, ele tomava as próprias decisões e falava o que bem entendia, como se fosse assessor.

   Aí está um grande erro. Cada pessoa tem o seu papel. No grupo dos organizadores de evento, tinha um jornalista que estava fazendo a assessoria, porém, ele sempre era o último a saber das coisas. Resultado, um evento, com uma bela de uma divulgação, com uma merda de organização. Mas o problema não é só esse.

   Se os dois tivessem trabalho em sintonia, o evento não seria tão mal comentado como ficou. Duvido que alguém agora é capaz de frequentar um evento organizado por este publicitário, que se preocupou apenas com a divulgação. Mas de que adianta fazer uma bela divulgação como ele fez, se não souber receber e cativar as pessoas para futuros eventos?

   Resultado. A marca do publicitário agora está acabada, queimada no mercado, e o jornalista, que agora tem que se virar nos trinta para conseguir gerenciar esta crise. Para que isso não aconteça mais, os jornalistas, publicitários e também relações públicas devem deixar o orgulho de lado para conseguir o sucesso, ou no mínimo, o reconhecimento de ter realizado um bom trabalho.