Por Guilherme Vila Real
Na semana passada contei como os factuais acontecem e como estas notícias chegam até as redações. Hoje vou contar um pouquinho de como fazemos quando não temos acidentes, tempestades, entre outras tragédias para divulgarmos.
Lembrando que eu sempre uso como referência a TV onde faço estágio. Diariamente, às 13h, é realizada a tão temida reunião de pauta. Eu digo temida, pois é nela que discutimos como foi o andamento dos telejornais transmitido até este horário e também sugerimos pautas/reportagens.
Depois desta etapa começamos a montar a capa de pauta do dia seguinte. A capa de pauta é o roteiro de todas as reportagens que serão gravadas. Nela são dividas as equipes (repórteres e cinegrafistas), os horários de entrada, intervalo e saída e quais produtores vão produzir as pautas.
A maioria das pautas produzidas, que serão gravadas no outro dia, são frias, ou seja, podem ser usadas na segunda, na terça, quarta... Um exemplo clássico que aprendi na faculdade é: "Vamos fazer uma matéria sobre como plantar e cuidar de uma orquídea". Neste caso a reportagem pode ser exibida em qualquer dia. Vale deixar bem claro que por ela não ter um dia exato para ser exibida, não significa que a reportagem não tenha importância ou não seja de interesse público.
As matérias frias, que eu julgo as mais importantes, surgem de duas formas. Uma delas é por meio dos releases que recebemos a todo instante das assessorias de imprensa, e a outra é pela pesquisas em sites oficiais e de notícias, feitas pelos próprios produtores.
Mas para sugerirmos uma pauta, precisamos antes pesquisar mais sobre o assunto e conferir se "aquilo" existe na nossa cidade ou região e se de uma certa forma vai influenciar na vida dos nossos telespectadores. Temos que fazer isso para conseguirmos "vender" a pauta.
Não é uma tarefa fácil. Por isso o produtor precisa ter bons argumentos e dados em mãos, para conseguir provar a importância de se fazer aquela reportagem. Com relação aos releases o produtor sempre precisa encontrar um novo gancho para a matéria, ou seja, buscar um caminho diferente daquele descrito no release.
Definidas então as reportagens que serão produzidas para o dia seguinte, cabe ao produtor encontrar os personagens, que são os entrevistados que vão ilustrar, ou melhor dizendo, que vão provar para o telespectador em casa que aquela situação mostrada na reportagem realmente existe. E é sobre esta batalha dos produtores para encontrar personagens/entrevistados que vou falar na semana que vem.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
Os bastidores da notícia 2
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Os bastidores da notícia
Por Guilherme Vila Real
Muita gente me pergunta como funciona a televisão atrás das câmeras. Esse é o tema que vou compartilhar com as pessoas de casa, os telespectadores, e também os colegas da faculdade que trabalham em outros veículos de comunicação como jornal impresso, assessoria de imprensa, rádio, entre outros. Tudo bem que as formas de se encontrar uma notícia não são tão diferentes.
Tudo que vou falar aqui é o que eu faço atualmente na TV Tem. Como já disse em outros posts, sou estagiário lá no período da tarde. Mas o trabalho para buscar a notícia começa bem cedinho.O primeiro desafio dos jornalistas é encontrar os factuais que aconteceram durante a noite como acidentes, assaltos, homicídios, entre outros acontecimentos que mereçam destaque. Por isso, todos os dias um produtor da TV vai até o Plantão Policial e lê os Boletins de Ocorrências, um de cada vez.
Mas também existe a tão temida RONDA POLICIAL que fica sob a responsabilidade dos estagiários. A Ronda nada mais é que uma lista de telefones da Polícia Militar, Civil, Ambiental, Bombeiros, além dos Distritos Policiais e as Delegacias Especializadas como DIG - Delegacia de Investigações Gerais, DISE - Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, DDM - Delegacia da Mulher... Aqui em Rio Preto somos responsáveis por ligar para 50 cidades. Fora os municípios que ficam nas regiões de Votuporanga e Araçatuba que os estagiários destas sucursais da TV entram em contato.
Em meio as conversas com policiais e investigadores as notícias vão surgindo. Há dias que as notícias aparecem aos poucos, mas têm dias que a coisa ferve e acontece tudo de uma vez. Aí que a coisa complica, pois são nestes dias que várias informações chegam até a redação e todas precisam ser checadas corretamente, para que a informação não seja transmitida de forma errada.
Gente, garanto a vocês, não é fácil não. Todo mundo acredita que estagiário não faz nada, mas a gente trabalha como "gente grande". As responsabilidades são as mesmas de um jornalista formado e contratado da emissora. A diferença mais gritante mesmo é o salário.
Bom, a Ronda então é o ponta pé inicial da notícia. Mas às vezes acontecem coisas que não conseguimos pegar todas as informações na hora ou então acontecem coisas que nem ficamos sabendo. Por isso a FONTE na vida do jornalista é muito importante. Fonte é aquela pessoa em que o jornalista faz uma "certa amizade" e quando o factual surge, o policial, o investigador, ou qualquer outra pessoa entra em contato primeiro com o jornalista de determinada emissora ou veículo de comunicação e passa as informações de primeira mão. E garanto mais uma vez, não é fácil conseguir Fonte não. Ainda mais na minha situação, que pouca gente me conhece. Mas não é impossível. Por causa das ligações do dia-a-dia da Ronda, já deixei o número do meu celular com várias pessoas e poucas pessoas deixaram o número deles comigo, mas fazer o que, estou só começando.
Além da Ronda, também contamos com a ligação das pessoas que estão na rua e que ligam para falar o que está acontecendo na cidade. Por incrível que pareça, na maioria das vezes, as notícias surgem primeiro com as ligações dos telespectadores. É impossível a gente estar em todo lugar ao mesmo tempo. Então contamos com essa AJUDA das pessoas, que nos contam "meio por cima" o que está acontecendo e depois ligamos para a polícia para confirmar as informações certinho. Precisamos tomar muito cuidado, pois existem pessoas sinceras e falam o que realmente está acontecendo, mas há pessoas que exageram e as vezes até criam uma notícia.
E é assim que nós jornalistas vamos sabendo das coisas que acontecem na região e vamos montando os nossos telejornais, para informar os telespectadores em casa. É como um trabalho de formiguinha, uma ajudando o outro, um conversando com o outro, e assim vai...
Na semana que vem vamos falar a respeito das Matérias Frias, afinal, nem sempre acontecem acidentes, homicídios, tempestades; então precisamos contar com reportagens que ao mesmo tempo preenchem o espaço que temos que cumprir na programação da emissora e também que sejam do interesse das pessoas que estão em casa.
Muita gente me pergunta como funciona a televisão atrás das câmeras. Esse é o tema que vou compartilhar com as pessoas de casa, os telespectadores, e também os colegas da faculdade que trabalham em outros veículos de comunicação como jornal impresso, assessoria de imprensa, rádio, entre outros. Tudo bem que as formas de se encontrar uma notícia não são tão diferentes.Tudo que vou falar aqui é o que eu faço atualmente na TV Tem. Como já disse em outros posts, sou estagiário lá no período da tarde. Mas o trabalho para buscar a notícia começa bem cedinho.O primeiro desafio dos jornalistas é encontrar os factuais que aconteceram durante a noite como acidentes, assaltos, homicídios, entre outros acontecimentos que mereçam destaque. Por isso, todos os dias um produtor da TV vai até o Plantão Policial e lê os Boletins de Ocorrências, um de cada vez.
Mas também existe a tão temida RONDA POLICIAL que fica sob a responsabilidade dos estagiários. A Ronda nada mais é que uma lista de telefones da Polícia Militar, Civil, Ambiental, Bombeiros, além dos Distritos Policiais e as Delegacias Especializadas como DIG - Delegacia de Investigações Gerais, DISE - Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, DDM - Delegacia da Mulher... Aqui em Rio Preto somos responsáveis por ligar para 50 cidades. Fora os municípios que ficam nas regiões de Votuporanga e Araçatuba que os estagiários destas sucursais da TV entram em contato.
Em meio as conversas com policiais e investigadores as notícias vão surgindo. Há dias que as notícias aparecem aos poucos, mas têm dias que a coisa ferve e acontece tudo de uma vez. Aí que a coisa complica, pois são nestes dias que várias informações chegam até a redação e todas precisam ser checadas corretamente, para que a informação não seja transmitida de forma errada.
Gente, garanto a vocês, não é fácil não. Todo mundo acredita que estagiário não faz nada, mas a gente trabalha como "gente grande". As responsabilidades são as mesmas de um jornalista formado e contratado da emissora. A diferença mais gritante mesmo é o salário.
Bom, a Ronda então é o ponta pé inicial da notícia. Mas às vezes acontecem coisas que não conseguimos pegar todas as informações na hora ou então acontecem coisas que nem ficamos sabendo. Por isso a FONTE na vida do jornalista é muito importante. Fonte é aquela pessoa em que o jornalista faz uma "certa amizade" e quando o factual surge, o policial, o investigador, ou qualquer outra pessoa entra em contato primeiro com o jornalista de determinada emissora ou veículo de comunicação e passa as informações de primeira mão. E garanto mais uma vez, não é fácil conseguir Fonte não. Ainda mais na minha situação, que pouca gente me conhece. Mas não é impossível. Por causa das ligações do dia-a-dia da Ronda, já deixei o número do meu celular com várias pessoas e poucas pessoas deixaram o número deles comigo, mas fazer o que, estou só começando.
Além da Ronda, também contamos com a ligação das pessoas que estão na rua e que ligam para falar o que está acontecendo na cidade. Por incrível que pareça, na maioria das vezes, as notícias surgem primeiro com as ligações dos telespectadores. É impossível a gente estar em todo lugar ao mesmo tempo. Então contamos com essa AJUDA das pessoas, que nos contam "meio por cima" o que está acontecendo e depois ligamos para a polícia para confirmar as informações certinho. Precisamos tomar muito cuidado, pois existem pessoas sinceras e falam o que realmente está acontecendo, mas há pessoas que exageram e as vezes até criam uma notícia.
E é assim que nós jornalistas vamos sabendo das coisas que acontecem na região e vamos montando os nossos telejornais, para informar os telespectadores em casa. É como um trabalho de formiguinha, uma ajudando o outro, um conversando com o outro, e assim vai...
Na semana que vem vamos falar a respeito das Matérias Frias, afinal, nem sempre acontecem acidentes, homicídios, tempestades; então precisamos contar com reportagens que ao mesmo tempo preenchem o espaço que temos que cumprir na programação da emissora e também que sejam do interesse das pessoas que estão em casa.
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São José do Rio Preto - São Paulo, Brasil
terça-feira, 3 de maio de 2011
Brincando de Factual
Por Guilherme Vila Real
Como os anos estão passando cada vez mais rápidos. Parece que foi ontem que entrei na faculdade de Jornalismo. Confesso que entrei do nada, pois, sempre falei que queria Publicidade e Propaganda. Também não imaginava quer iria estagiar nesta área durante meus estudos, pois, todos falam da correria e hoje realmente comprovo isso.
Hoje faço estágio na Rádio Educativa e não tenho palavras para explicar o tanto que estou aprendendo. Infelizmente não trabalhamos com o factual¹. Não é por isso que eu não possa brincar um pouco de jornalista de redações de jornais impressos, internet, outras rádios, mas principalmente TV.
Como disse no post anterior, fui dormir no dia 01 e logo no começo do dia 02 de maio, recebo a notícia da morte de OSAMA BIN LADEN. Fiquei sabendo logo no começo, graças a minha mãe, que veio me acordar para assistir tudo que estava acontecendo. Liguei TV, internet e fiquei observando tudo que estava acontecendo, coletando informações com colegas da facul - Camila Carvalho tem irmã nos EUA e ela conversava por telefone e ela ia passando informações de como estavam as coisas por lá - e também via twitter, conversando com profissionais da área, mais do que especialistas no assunto.
Foi uma noite impressionante, com muita adrenalina, pois, comecei a imaginar como estavam as redações dos grandes veículos, ou dos pequenos também, enfim, redações que trabalham com o factual. Uma emoção que pudi sentir na pele, apenas "brincando" de factual.
Outro caso inusitado e que foi eletrisante, foi o caso do helicóptero que transportava o cantor Marrone da dupla sertaneja Bruno e Marrone.
Estava eu terminando VT² na rádio, quando precisei de um entrevistado que falasse a respeito da Síndrome de Diógenes. Chamei minha amiga assessora de imprensa, para marcar entrevista com um especialista. Ela me responde com uma pergunta: "Você tá sabendo que acabou de cair um helicóptero em Rio Preto?" Fiquei pasmo e a adrenalina logo começou a correr nas veias. A partir dai comecei a investigar - por conta própria - este caso. Mais uma vez me senti em um veículo de comunicação que vive através do factual.
A partir dai, coletei algumas informações com a própria amiga assessora, depois liguei para um amigo meu do jornal Bom Dia - que me ajudou em uma matéria na rádio, então nada mais justo que retribuir um favor - liguei e fazia cerca de 20 min que uma equipe tinha acabado de ser enviada ao local do acidente, mas que gostaria de saber o que sabia, passei as informações que eu tinha em mãos. Não sei se ajudei em alguma coisa, infelizmente, ainda não estou preparado para viver o factual do jornalismo, mas creio que ajudei em alguma coisa. Cheguei até entrar em contato com a assessoria de imprensa da dupla sertaneja, ficava de olho nos sites dos dois maiores jornais impressos da cidade e também no twitter. Até add uma jornalista, que agora não trabalha mais com o factual, mas como ela disse, ainda tem suas fontes. Foi através dela que consegui muitas informações, que pelo fato de ser factual, demoraram para caírem na internet.
Nunca imaginei que um dia, por mais que seja por brincadeira, passar por um jornalista de verdade. Mas uma coisa tenho certeza, essa profissão é emocionante e tenho certeza que é isso que quero para minha vida.
Aviso: em nenhum momento disse que a profissão de jornalismo é fácil, mas o que na vida é fácil?
*Os nomes dos companheiros estudantes e também profissionais da área foram preservados para evitar maiores consequências.
¹Factual - termo utilizado no meio jornalístico para exemplificar o acontecimento na hora em que ele realmente acontece.
²VT - Vídeo Tape - termo utilizado no meio televiso de jornalismo mas que também é utilizado onde estagio, que nada mais é, que a matéria (notícia).
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Bin Laden está morto! E o terrorismo?
Por Guilherme Vila Real
Fui dormir ainda era dia 1 de maio. Pouco depois de começar o dia 2 de maio, recebo a notícia OSAMA BIN LADEN ESTÁ MORTO.
Impossível ficar na cama, dormir, num momento histórico e alegria dessa proporção para os americanos e para todos aqueles que ainda há um sentimento ou noção - que seja mínima - do significado da palavra BEM.
Infelizmente, ao mesmo tempo que fico feliz junto com os americanos - infelizmente somos tão influenciados pela potência, que me considero um deles - fico com medo do que possa, ou melhor, do que vai acontecer de hoje em diante.
Não sabemos onde tudo começou, pois, como disse no facebook, tudo que envolve política está mascarada. Mas uma coisa tenho certeza, quem é a favor da PAZ e também tem a cabeça centrada e está com os pés no chão, sabe que COM CERTEZA está atitude vai ter troco.
Digo pela pouco - quase nada - conhecimento que tenho sobre o assunto. Sei que a briga é antiga, que imagino eu que nem imaginava estar vivo ainda, mas tudo começou no dia 11 de Setembro de 2001. Torre Gêmeas no coração de Nova Iorque, some depois do impacto de dois aviões sequestrados. Segundo noticiários, atento assumido por Bin Laden. Nesta época, Bush decretou que os EUA iria atrás da cabeça de Sadan e também Bin Laden. Posso estar completamente enganado, ou pelo menos, tendo uma visão menos americana, se estão achando que o FIM é agora, acredito que o COMEÇO é agora.
Na TV, jornalistas dizem que todos comemoram o verdadeiro significado da palavra PAZ, mas insisto no pessimismo - ou será realidade - de que estamos comemorando TUDO mas menos a paz. Não podemos esquecer que Bin Laden era odiado por nós, mas no oriente, era idolatrado, pelos seus milhares de seguidores transtornados.
Então, repito o título deste post, "Bin Laden está morto! E o terrorismo?"
De acordo com comentários de colegas meus no facebook e twitter, cabeças vão rolar. Infelizmente que muitas serão de inocentes que realmente gostariam de viver um momento de PAZ, seja ela Ocidental ou Oriental, Local ou melhor Mundial.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A justiça tarda mas não falha. Será?
O texto que irei postar abaixo foi o primeiro, único e o último texto que postei há dois anos atrás no meu antigo blog, que por motivos até hoje são desconhecidos. Portanto, irei postá-lo novamente, arriscando perder mais um blog, mas com certeza, não vejo motivos mais uma vez para que isso ocorra.
Como vocês vão ver, o texto não tem nada demais. De início, muitos irão dizer que fiz tempestade em copo d'água. O intuito dessa minha crítica, era para que todos ficassem em alerta com a justiça brasileira. No caso do assalto que falei abaixo, por mais pequeno que seja, fiquei imaginando em um assalto de maiores proporções, no risco em que a sociedade correria se fosse tomadas as mesmas providências.
"A justiça tarda mas não falha. Será?"
Por Guilherme Vila Real
20 de novembro de 2009
Ontem aqui em Rio Preto, no bairro João Paulo II, houve um assalto à uma mercearia, onde dois indivíduos através das câmeras de segurança, foram capturados pela policía tempos depois ao ocorrido.
Hoje tivemos a notícia que os dois bandidos foram liberados pela polícia após serem ouvidos pelo delegado. De acordo com a Lei, eles não podiam ficar presos pois não foram abordados em flagrante.
Portanto, fico indignado com a justiça de nosso país; pois, há provas mais do que concretas que eles invadiram um estabelecimento comercial para roubar mercadorias e mesmo assim estão soltos.
Vejo claramente que a justiça considera um "ser" bandido aquele que é abordado em flagrante, caso isso não ocorra, o sujeito é considerado um cidadão comum, como todos os trabalhadores que suam a camisa para conseguir o mísero "dinheirinho" no final do mês.
Depois a imagem do Brasil vendida lá fora é de um país em desenvolvimento, que irá cediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, sendo que na verdade este país não tem a capacidade de fazer justiça com dois individuos que assaltam uma mercearia, só porque não foram abordados em flagrante.
Parece que estou fazendo uma tempestade em copo d'água, mas gostaria que todos pensassem se fosse um assalto, numa proporção mais elevada e percebessem o risco que a sociedade em geral corre com a política justiceira do nosso país.
Muitas vezes vemos comerciais na televisão, rádio, internet; que a justiça tarda mas não falha. Será que essa frase está correta? Será que realmente ela não falha? Será que esse ocorrido aqui em Rio Preto não é considerado uma falha?
A partir de agora, cada um tire suas próprias conclusões, pois irem ficar quieto, pois é bem capaz que eu seja preso por desacato a justiça, sendo que é ela que nos desacata.
Tudo bem, que ouvimos também falar que em nosso país há liberdade de expressão, mas na verdade há mesmo é liberdade de bandidos.
Vou deixar bem claro que não estou julgando a atitude da polícia e do delegado envolvido no caso, aliás quem sou eu para julgar os agentes que fizeram um trabalho sensacional de identificar e capturar os bandidos. Mas lamento, pois infelizmente eles são vítimas tanto quanto a sociedade, que está longe de ter uma justiça que no mínimo seja tardia e falha.
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