terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O que você acha do trânsito Rio Pretense?

   Semana passada, indo para a faculdade, me deparei com um trânsito, que demorei em média 10 minutos para passar por um quarteirão, no qual achei um absurdo e vi que Rio Preto, não é mais uma simples cidade, com um trânsito razoável ou que ao menos, o município suporte a quantidade de veículos.
   Portanto, abaixo, irei postar o texto da minha futura colega de trabalho, Camila Galvão, que está cursando o 3º ano de Jornalismo na UNIRP, que fala sobre este trânsito da cidade.
   
"O que você acha do trânsito rio pretense?"

Por Camila Galvão

   Falta de paciência, má qualidade nos recapeamentos, motoqueiros audaciosos. As desculpas são muitas, mas solução que é bom, nada.   
            
   Pontos brancos e vermelhos correm em um vai-e-vem frenético, trombam uns nos outros, ultrapassam sem ao menos consultar um dos retrovisores antes. Parece que estamos nos referindo aos glóbulos vermelhos e brancos que constituem o corpo humano, mas não, estamos falando da vida acelerada do trânsito rio pretense que parece nunca ter ouvido falar em freio.

   O pequeno L.S.P. de 4 anos, morador da cidade de Glicério – São Paulo, ao se deparar com o trânsito da Av. Alberto Andaló, disse a seguinte frase “Nossa, porque as pessoas correm mamãe? Eles estão indo para o hospital?” Sua mãe M.P., de 39 anos, em um sorriso constrangedor alisou seus cabelos e disse: “Aqui é cidade grande, é assim mesmo.”

   É, mais não deveria ser. Segundo a Técnica em Enfermagem A.C.B., o número de atendimento nas emergências dos hospitais quando o assunto é acidente de trânsito cresceu mais de 50% no primeiro trimestre de 2010, quando comparado com o mesmo período no ano de 2009. E quando o acidente envolve motoqueiros o aumento de óbitos subiu 20%. Isto nos prova que a falta de paciência no trânsito mata.

   Mas, o motorista L.P.R. de 47 anos, afirma que este aumento no índice de acidentes não está associado apenas a falta de paciência do motorista, segundo ele estes acidentes ocorrem pela falta de um recapeamento adequado nas principais vias da cidade “Aqui no Cidadania as ruas estão acabadas, isso porque eu pago imposto, imagina se eu não pagasse” ironiza o morador.

   Realmente, chegar ao serviço, faculdade ou qualquer outro lugar em Rio Preto, se tornou um desafio. As motos “costuram” os carros em um zig-zag frenético e avassalador que não cessam nunca, os carros se tornaram “impacientes” e inspirados pelas manobras dos motoqueiros se acham no direito de “costurar” também. Este caos em horário de pico transforma as vias de acesso da cidade em um verdadeiro Deus nos acuda.

   A psicóloga M.P.R., diz que o stress atual é o principal contribuidor para o aumento dos acidentes, mas afirma que poderiam ser evitados se o motorista saísse de casa com antecedência. “O problema é que as pessoas acham que saindo de casa com 10 minutos de antecedência dá tempo de chegar ao serviço.”

   A adolescente L.C.R., de 18 anos, acabou de receber em mãos a sua primeira habilitação, “o único problema é que os motoristas não têm paciência, eles jogam o carro em cima de mim, tenho medo, me falta à prática”. Tomara que ela exercite a prática da paciência, para não se tornar mais uma “suicida” no meio das ruas de Rio Preto.

   O fato é que, enquanto os glóbulos forem confundidos com os carros, e o stress com a rotina atual, este caos não acabará. Temos que respirar, ter paciência e muita atenção. Pois o trânsito é administrado por pessoas, e estas por seus sentimentos e emoções. Portanto, antes de acelerar, freiem.


*Os nomes dos entrevistados foram preservados por motivos de segurança.                  

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