quarta-feira, 30 de maio de 2012

O poder de um sonho

Por Guilherme Vila Real

   Não é fácil alcançar o maior sonho da nossa vida né. O caminho para chegar até ele muitas vezes é tão cheio de espinhos, tão tortuoso. Que atire a primeira pedra quem muitas vezes não parou para pensar em desistir?

   É muito cômodo para o ser humano na hora da dificuldade jogar tudo para o alto e falar que não quer mais. O problema é que a cada momento que a pessoa tem essa atitude, mais longe do sonho ela fica.

   Dependendo da dificuldade, realmente não é fácil tirar forças de algum lugar para continuar no caminho. Eu digo isso, pelos próprios obstáculos que passei na vida. Principalmente quando comecei a estagiar na área do jornalismo.

   Para quem ainda não sabe, meu maior sonho é seguir na carreira televisiva. Tenho muita vontade de fazer testes para vídeos, tanto para repórter na rua, quanto para apresentar um jornal, não sei. Muitos já pensam, você gosta de se aparecer. Talvez. Mas não se esqueçam que antes de tudo eu quero ser jornalista.

   A cada dia que passa me apaixono mais ainda por essa profissão. Com certeza tem alguém que vai me chamar de louco. Posso até ser. Aliás, nenhum jornalista é normal.

   Mas o que eu gosto dessa profissão é que ela faz a gente crescer muito pessoalmente. Todo dia, a cada minuto, nós jornalistas aprendemos coisas novas. Muitas vezes não aprendemos com os acertos e sim com os erros.

   Acertar sempre é muito difícil. Mas se a gente acertar depois de cada erro, no final nós vamos errar bem menos. Ficou meio complexo essa frase né. Mas eu quis dizer que sempre quando erramos, temos que tirar algo de bom, como por exemplo, não tentar cometer este mesmo erro de novo.

   Comigo, principalmente na TV, pensei em desistir várias vezes. Mas no começo tudo parece ser bem mais difícil. E na verdade é mesmo. Mas lembrem-se da questão da prática que falei em um texto aqui no blog. Quando a gente começa a fazer uma coisa todo dia, a gente vai ficando por dentro do assunto e vai entrando no ritmo.

   Passei por várias dificuldades, até quase prejudicar colegas de trabalho da TV. Isso me abalou demais, pois não aceito crescer na vida na custa dos outros. Tudo o que eu receber na vida, tem que ser por mérito meu. Tirando os trabalhos da faculdade, que às vezes fazemos em grupo para sair nosso nome. Ai que horror o que eu falei aqui agora né. Mas é a vida. Não está fácil para ninguém mesmo.

   Como eu ia falando, as dificuldades que encontrei, principalmente na carreira jornalística, não foram fáceis de enfrentar não. Muitas vezes chorei e falava que queria desistir de tudo. Mas se eu fizesse isso, como eu ia conseguir alcançar meu sonho.

   Mas só comecei a pensar assim, depois que uma pessoa que está na área há muito tempo - não vou divulgar o nome dela - disse assim para mim: "O que e quem é maior do que o seu sonho de ser jornalista?" A partir desse dia eu mudei meu jeito de ser. Não digo que eu mudei minha personalidade, mas sim o jeito de encarar as coisas. Antes eu sofria a cada dificuldade, deixando ela tomar conta de tudo. Resultado, eu não fazia mais nada a não ser sofrer. Mas agora tudo mudou. Eu reorganizei minha vida e estou conseguindo fazer tudo que me pedem. Às vezes erro, sim. Porém, bem menos, pois estou concertando o presente com os erros do passado para ter um futuro mais tranquilo.

   Pensem nisso "O QUE e QUEM é maior do que o seu sonho?".

sábado, 26 de maio de 2012

A vida é feita de escolhas

Por Guilherme Vila Real

   Vida. Essa palavra me deixa encucado toda vez que eu paro para pensar nela. Ninguém disse que ela ia ser fácil. Mas também não me lembro de ninguém chegar e falar que ela ia ser tão difícil.

   Encontrar dificuldades, infelizmente todos nós vamos encontrar. Mas há fases que várias coisas acontecem tudo ao mesmo tempo e por falta de preparo, nos desesperamos. Pelo menos é assim comigo.

   Para conseguirmos lidar com essas "fases" da vida é preciso ter muito jogo de cintura. A presença da família é essencial. Mas a presença, o apoio dos amigos, também é muito importante.

   Em uma época da vida eu queria ter quantidade, ou seja, quanto mais gente ao me redor melhor. Mas chega uma hora que isso não basta. É preciso ter qualidade também. Definir as pessoas que você quer ter do lado, não é uma tarefa muito fácil, pois por mim eu ficava com todo mundo.

   Mas a vida é feita de escolhas. Algumas decisões são positivas, porém muitas também são negativas. Eu digo isso com relação as consequências. Lembrem-se, para toda ação, tem uma reação.

   Agradar a todos é difícil. Desculpem usar este exemplo, mas nem Jesus conseguiu agradar o mundo. Tentar magoar o menos possível as pessoas é o que devemos fazer. Mas o duro é quando a gente pensa só na gente. O individualismo é tenso.

   Por muito tempo eu pensava, até demais, no que os outros estavam imaginando ou comentando sobre minhas atitudes. Resultado. Perdi muito tempo com isso e esqueci de pensar em mim.

   Foi ai então que eu decidi mudar a minha vida. Enfim comecei a pensar mais na minha pessoa. Porém, tive que fazer certas escolhas para isso. Falar que eu não sofri com isso, estaria mentindo. Pode não parecer, mas escolher as pessoas para caminhar ao seu lado na vida não é uma tarefa nada fácil.

   Peso na consciência. Na maioria das vezes é isso que nos resta quando fazemos as escolhas erradas na vida. Mas é difícil acertar sempre. A vida funciona como um jogo de azar. Uma hora você começa a ganhar, mas, infelizmente, a hora de perder também chega. E é assim a vida.

   Por isso, temos que tomar cuidado ao tomar determinadas decisões. Se vamos acertar, eu não sei. Mas sou daquela política, melhor se arrepender do que fizemos, do que se arrepender daquilo que a gente não fez.

   Hoje, pago um preço alto, por ter tomado algumas decisões erradas ou precipitadas. Cabe as pessoas terem um pouco de paciência e tentar entender que a vida é feita de escolhas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Voltando no tempo

Por Guilherme Vila Real

   Como eu disse em um post na semana, antes de eu estagiar na TV, passei pelo Rádio. Lá realmente foi uma escola. Aprendi muita coisa relacionada a carreira de jornalista.

   O processo seletivo para este estágio não foi tão "sofrido" como o que contei aqui recentemente. Mas ainda é um mistério para mim. Lembro que eu estava passando por uma dificuldade muito grande em um antigo serviço, onde fui até acusado de roubo pelo filho do dono da empresa. Eu só não pedia demissão por causa das contas que eu tinha para pagar.

   Até então que eu recebo uma ligação da Rádio Educativa, falando que eu tinha enviado o currículo e eles queriam que eu fosse no outro dia a tarde para fazer uma entrevista. Na hora não pensei duas vezes, o SIM saiu da minha boca espontâneamente.

   No dia seguinte, estava eu, lindo e fino para a entrevista. Mais uma na minha vida. Papo vai, papo vem e a chefe na época me pediu para fazer duas notas e gravá-las. Imaginem eu com essa voz "linda" que Deus me deu - reparem que coloquei linda entre "áspas" - super nervoso, tendo que me virar nos trinta literalmente, porque eu tinha meia hora para entregar tudo certinho.

   Não sei se foi sorte ou benção divina, mas consegui terminar antes do tempo previsto. Simplesmente me liberaram e falaram que entravam em contato mais pra frente.

   Mais uma vez, não sei se foi sorte ou benção divina, em menos de uma semana recebi a ligação falando que eu tinha passado no processo de seleção. Na hora fiquei feliz, porque eu ia me livrar daquele terrível emprego em que eu me encontrava.

   Cinco minutos depois da ligação que mudou a minha vida, apareci na empresa em que estava trabalhando e pedi as minhas contas. Olha o juízo da pessoa né. Eu jurava que eu ia começar a estagiar na rádio no outro dia. Mas não. Demorou mais de um mês. Mas, para a nossa alegria, esse dia chegou.

   Não podia deixar de falar que durante essa fase, o Rafael, um amigo da faculdade, também tinha conseguido uma das três vagas disponíveis na emissora. Ele ficou com o horário da manhã e eu com o da tarde. Adorei, pois eu podia acordar mais tarde. Já ele sofria com as frias manhãs na companhia de Toledo cantando. Sabe o que eu acho né. Brincadeira.

   No começo eu fazia apenas notas. Não me lembro ao certo quanto tempo demorou, mas rapidamente comecei a produzir minhas próprias matérias. Meu orgulho ia lá em cima e eu já me achava o jornalista. Coitado de mim, mal sabia o que estava por vir. Cada dia que passava, mais dificuldades eu encontrava. Porém cada uma que eu vencia, servia de aprendizado.

   O tempo foi passando e não é que eu fui ficando craque no assunto. Até que chegou um dia que eu dei orgulho nos meus professores da rádio, Elaine Datti e Renato Rack. Consegui fazer duas matérias em um dia só. Parece pouco né. Mas antes eu fazia uma reportagem a cada dois dias. E assim foi, cada dia melhorando mais, ousando mais, e lógico, apanhando mais.

   Infelizmente as pessoas da emissora, por motivos burocráticos, tiveram que se afastar. Cada dia era um que ia embora, até que, por incrível que pareça, sobrou apenas eu e Renato Rack. Olha que chique e que honra ao mesmo tempo. O jornal de notícias que tinha diariamente, começou a ser apresentado por Renato e as reportagens eram todas na minha voz. Este foi o nosso momento mais difícil. O estresse tomou conta da gente, mas em nenhum momento deixamos a peteca cair. Infelizmente, o dia da ida de Renato, meu maior companheiro que tive até hoje no jornalismo, chegou. Resultado, sobrou apenas eu na rádio. Quer dizer, sobrou também a Daniela, pessoa maravilhosa também.

   A rádio parou. Tinha apenas músicas e algumas notinhas feitas pelo melhor estagiário. Também só tinha eu né. Aos poucos novas pessoas começaram a aparecer e tudo foi voltando ao normal. Fiquei lá por cerca de 10 meses e atingi a marca de 100 reportagens. Olha que orgulho. Confesso que algumas matérias não foram tão boas. Mas nem tudo na vida é flores.

   Enfim. Adorei voltar no tempo hoje. Relembrar quando eu comecei minha carreira jornalística, literalmente do zero. Foi maravilhoso. Hoje vejo o quanto eu cresci profissionalmente e também pessoalmente. O jornalismo está sendo uma escola de Vida pra mim. Tem hora que desanima, sim, isso é verdade. Mas o meu sonho de ser jornalista é bem maior do que qualquer coisa.

   E a mensagem de hoje é: "Passei por vários momentos difícieis, achei que não ia aprender nunca, mas tudo é falta de prática. Quando você começa a praticar aquilo diariamente, pode ter certeza, você vai ficar craque no assunto. É até bom passar por certas dificuldades, pois são nelas que nós mais aprendemos". Uma dica: "Não desista nunca".

   Um dia quero sentar com meus colegas de faculdades, todos trabalhando e arrasando na área, e poder voltar no tempo, como eu fiz hoje.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O poder da amizade

Por Guilherme Vila Real

   Realmente a minha memória não está ficando boa. Na semana passada esqueci do aniversário do meu pai e hoje esqueci do aniversário de uma pessoa, que depois de Deus, minha família, é a mais importante. Tudo bem que na lista ela está em terceiro lugar, mas ela sabe o quanto ela é importante para mim.

   Hoje eu vou falar de Camila Galvão. Na verdade não vou falar dela, vou falar da nossa amizade. Dizer ao certo quando nos conhecemos e quando esse companheirismo começou, eu não lembro. Como eu disse anteriormente, minha memória está péssima.

   Em uma vida passada com certeza eu e Camila trabalhávamos em um circo, só pode. Pois quando estamos juntos só fazemos palhaçadas. Risadas é que não faltam. Mas enfrentamos momentos difíceis também. Foi a partir daí que eu percebi o poder da nossa amizade.

   Acho que o pior perrengue que fiquei ao lado dela, caso ela precisasse de um abraço, de um ouvido, foi quando ela perdeu o pai dela. Não sei medir o quão foi difícil para ela superar essa perda. Se é que é possível superá-la. Mas pelo menos eu estava ali. A nossa amizade se fortaleceu tanto, que eu comecei a ir todo final de semana na casa dela. Que maravilha né. De sábado e domingo, até hoje, eu não tenho mais casa. Mas tenho a casa dela.

   Além de eu frequentar a casa dela (vou contar um segredo para muitos aqui) comecei a chamar a mãe dela de sogra. Afinal, todo mundo achava que eu e ela um tinha tivemos um caso. Não sei se isso é bom ou não, mas garanto que nunca tivemos nada.

   Resultado disso tudo, hoje eu posso dizer que eu não tenho uma amiga, eu tenho uma outra irmã. Ai destino, ninguém merece. Só eu mesmo para escolher uma irmã mais velha, ou melhor, outra irmã mais velha né. Há dois anos consegui despachar minha irmã de sangue (ela casou, e tive que pagar muito caro pro meu cunhado fazer isso) e agora arrumei a Camila como irmã mais velha. Por outro lado foi bom. Veio de brinde uma irmã caçula, a Beatriz. Mais conhecida como Rosa de dia e de avô de noite. (Só os íntimos vão entender estes apelidos).

   Tudo que eu falei da nossa amizade foi de forma bem genérica. Mas vou descrever algumas qualidades dela para quem não conhece. Pensa em uma pessoa que sabe se você está bem ou não por telepatia. A Camila tem esse dom. Se tem uma pessoa que pode passar o perrengue que for e está sempre sorrindo. Ela também tem esse dom. Se tem uma pessoa que sabe abraçar na hora que é preciso, mas que bate na cara quando é preciso também. A Camila tem mais esse dom. Se tem uma pessoa que tem o sonho de ser mordida por um vampiro. Bom isso não é um dom né, é caso de internação. Mas o médico pediu para não contrariar.

   Bom, mas como ela é ser humano, também tem defeitos. Ou melhor, defeito, ela é mulher e tem os dias de chico. Aaaaaaiiiiiiiiiiii. Se nesses dias você for na casa dela e não levar um chocolate, te garanto, é melhor não ir. Quem realmente for amigo dela, sabe do que eu estou dizendo.

   Fora isso, ela é uma pessoa que é essencial para minha sobrevivência. E venho aqui hoje, pedir desculpas por esquecer o aniversário dela. Só para constar, ela ligou no meu serviço hoje perguntando se eu não ia dar os parabéns pra ela. Na hora desliguei o telefone, liguei pra ela e dei os parabéns. Não to falando que somos palhaços. Praticamente um Patati e uma Patata.

   Camila, obrigado pela sua amizade. Parabéns. Te amo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Em busca do sonho

Por Guilherme Vila Real

   Há pouco mais de um ano postei aqui no blog um texto chamado "Brincando de factual". Nele eu contava como foi a emoção de saber que o helicóptero do Marrone tinha caído em Rio Preto, praticamente ao mesmo tempo em que os grandes veículos de comunicação ficaram sabendo. Eu na época estagiava na Rádio Educativa, da prefeitura. Um veículo maravilhoso, que aprendi muito por conta dos colegas de trabalho que tive, mas não tinha o factual. Todas as reportagens eram frias e eram a favor do governo.

   Meu maior sonho era viver este factual. E hoje fui parar pra pensar que se tornou realidade. Há cinco meses estou em veículo de comunicação, que querendo ou não, é muito cobiçado pelos estudantes de jornalismo e também para os já formados jornalistas.

   E hoje, resolvi compartilhar como foi minha briga para conquistar meu espaço no mercado de trabalho.

   Todo fim de ano, a TV Tem - Afiliada da Rede Globo, abre as inscrições para estudantes de jornalismo, que estejam no 4º ano, estagiarem na emissora. Muitos não sabem, mas meu sonho sempre foi TV. Porém, quando eu ouvia falar dela, poucos eram os elogios. E outra, tem um amigo que é filho de um funcionário da emissora. Então eu nem queria enviar o currículo, pois tinha certeza que eu não ia conseguir a vaga.

   Os dias foram passando e meus pais estavam desesperados perguntando se eu tinha enviado o currículo no e-mail que eles divulgavam durante os jornais. E eu sempre falava que não iria enviar, que eu não tinha capacidade para isso.

   Eis que então, no último dia, me deu a "aloka" e resolvi enviar o currículo. Quando cheguei em casa e contei para os meus pais, nossa, percebi a expressão de alívio. Talvez eu não conseguiria a vaga, mas pelo menos eles sabiam que eu tentei.

   Passaram-se algumas semanas e nada de confirmar o recebimento do meu currículo. Até que um dia recebo um e-mail escrito TV Tem. Pensem em uma pessoa que ficou uma pilha. Na hora abri e lá tinha a data e hora que eu deveria comparecer lá para o processo de seleção.

   Não pensei duas vezes, pedi folga no serviço naquele dia e fui firme que nem um prego na areia. As mãos suavam a toda hora, nem comi porque tinha medo de (desculpem o termo) gorfar na hora da entrevista.

   Enfim o grande dia chegou. Se não me engano, eu estava competindo 2 vagas com outros 14 estudantes das faculdades Unorp, Unirp e de outras cidades. Por incrível que pareça, da Unilago tinha apenas eu. A seleção começou as 10h da manhã com uma prova de Língua Portuguesa e Conhecimentos Gerais. Tipo, coisa básica.

   Antes de começar o Tem Notícias 1ª edição, 12h, todos entregaram a prova e fomos dar uma volta na TV. Conhecemos o estúdios e alguns departamentos. Todos super anciosos para saber quem ia trabalhar em uma afiliada da Globo. No horário do jornal fomos liberados para almoçar e mandaram a gente retornar às 14h para o restante do processo seletivo.

   Podem acreditar, saímos de lá era meio dia, e essas duas horas da tarde chegavam nunca. Demorou, mas chegou.

   A segunda parte da seleção, nós estudantes teríamos que transformar uma reportagem em Nota Pelada. Não estou querendo me gabar, mas foi fácil demais essa. Afinal o que mais eu fazia na rádio era nota né. Depois tivemos que fazer uma pequena redação, falando qual a influência de Steve Jobs na comunicação moderna. Fiquei mais feliz ainda, pois uma semana antes eu tinha apresentado um trabalho de assessoria na faculdade, onde meu cliente era a Apple. Imaginem, estava por dentro de tudo né.

   Porém, não acabou por aí, a pior parte ainda estava por vir. Três dos quatro chefes da emissora estavam reunidos em uma sala e chamava candidato por candidato. A primeira menina que entrou quase saiu chorando da sala. Não posso negar, todo mundo trancou o c!@#$%&*.

   Já se passava das 18h quando me chamaram. Minhas pernas tremiam, as mão suavam mais ainda. Mas quando entrei na sala, firmei, olhei pros três e deu vontade de chorar. Aí começaram as perguntas. O que eu fazia da vida, onde eu trabalhava, o que eu fazia no meu estágio e assim foi. Naquele momento eu me senti em O Aprendiz. Roberto Justus e os dois conselheiros de um lado da mesa e eu do outro sendo massacrado por perguntas. De uma certa forma, foi até tranquilo. Pelos depoimentos dos concorrentes, o meu foi bem mais ligth. Juro para vocês, nem sei quanto tempo demorou a conversa, mas até dar sugestão de pauta eu dei.

   Ao me liberarem falaram: "Daqui dois dias enviamos um e-mail falando que foi selecionado". Se às duas horas de almoço no dia da seleção demoraram pra passar, imaginem aguardar dois dias. Mas fazer o que né. Um dia depois, três estudantes do grupo de e-mail falaram que foram convidados para ir lá no outro dia para uma outra seleção. Quando vi aquilo, chorei, porque eu não tinha conseguido, eu me achava incompetente. Mas beleza.

   Mais um dia passou e de repente, eis que estou na rádio, vem outro e-mail escrito TV Tem. Eu não sabia que abria, se excluia. Mas lógico que eu abri né e estava escrito: "Os estagiários da TV no ano de 2012 são: Guilherme Vila Real e Vinícius Silva".

   Genteeeeeeeeee. Eu comecei a chorar desesperadamente, minhas pernas tremiam. O meu colega na rádio, Felipe Nunes na hora perguntou: "O que está acontecendo?". Eu na hora soltei um grito: "Eu passei na TV Teeeeeem". Pensei em um momento que eu não acreditava que aquilo estava acontecendo.

   Saí correndo pela rádio, entrei na sala da minha chefe e falei que tinha passado na seleção da TV Tem. Por incrível que pareça ela me deu um abraço e falou: "Você merece". Depois peguei o telefone, liguei pra minha mãe aos prantos e dei a notícia. Pensa em uma mãe que chorava no telefone. Desliguei com ela e em seguida liguei pro meu pai. Uma reação surpreendente pra mim. Meu pai começou a chorar de soluçar e me desejava os parabéns.

   Olha, foi uma emoção muito forte. E foi muito bom relembrar essa história e contar isso para vocês. Ainda  tem muita gente da minha sala que não teve oportunidades de trabalhar na área. Mas uma coisa eu digo, confiem em vocês mesmo. Quando você fala para você mesmo "Eu consigo", você consegue. Pelo menos comigo foi assim. Espero que tenham gostado. Mais pra frente vou compartilhar outros momentos dessa minha vida no factual.

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe, o que dizer

Este texto dedico a minha mãe
Sônia
Por Guilherme Vila Real

   Segundo domingo de maio chegou, o que significa que o Dia das Mães também. Então pensei, o que falar a respeito desse dia. Bom, do dia mesmo eu nao vou falar, mas vou falar dessa pessoa chamada MÃE.

   Resolvi procurar no dicionário o que significa essa palavra. Lá dizia assim: Mãe (nome feminino) mulher que deu a luz um ou mais filhos. Isso não é novidade para ninguém, eu sei disso. Mas vamos parar para pensar no que essas mulheres fazem durante a vida, ou melhor, durante a nossa vida.

   A maioria delas se dedicam inteiramente para nós filhos. E o que a gente faz em troca. Vou dizer por mim, NADA. Mas não digo nada porque eu não quero decepcionar essa mulher que me carregou durante nove meses na barriga, acordou de madrugada quando eu chorava de fome ou cólica, me levou no médico quando eu passei mal, entre outras qualidades.

   As mães elas sempre fazem tudo pela gente, se for precisam elas doam a vida delas para salvar a nossa. E é por isso, que hoje eu gostaria dizer tudo o que eu sinto para a minha mãe, eu queria deitar no colo dela como eu fazia quando eu era bem pequenininho, mas não consigo, pois mais uma vez, não quero decepcioná-la.

   Quantas e quantas vezes minha mãe me alertava, filho não faz isso, não vai para aquele lugar. E o que eu fiz, eu fiz aquilo, eu fui para aquele lugar. Por que para nós filhos é tão difícil escutar o que a mãe fala? Porque a gente acha que é dono da verdade. Mas que verdade é essa se a gente ainda não viveu um terço do que essa mulher viveu.

   Mas o orgulho fala mais alto. E por causa desse orgulho, de achar que já conheço tudo da vida, me afasta mais e mais dessa pessoa que tinha tudo para ser minha melhor amiga.

   Eu sempre ouvi dizer o ditado, "Uma mãe cuida de dez filhos e dez filhos não cuidam de uma mãe". Quem falar que isso é mentira, vai estar mentindo. Não posso generalizar também, vou dizer então, mais uma vez, só por mim. Eu não cuidaria da minha mãe. Sabem por quê? Porque hoje eu não sou homem o bastante para cuidar nem de mim, quem dirá cuidar dessa pessoa maravilhosa, que já fez tudo para eu ser uma pessoa boa no mundo. Reconhecer tudo o que ela fez pra mim eu reconheço, mas ser capaz de dizer tudo isso na cara dela, eu não tenho.

   Que estranho né! Pois é. Quem sabe um dia eu consiga ser aquele filho que ela sempre sonhou. Enquanto isso, continuo rezando por ela todas as noites para que Deus a proteja.

   FELIZ DIA DAS MÃES!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os anos passam voando

Por Guilherme Vila Real

   O dia 09 de maio poderia ser considerado um dia normal como todos os outros dias do ano. Mas desde cedo a correria tomou conta desta data. Várias coisas foram acontecendo desordenadamente, tudo ao mesmo tempo, sem dar uma brecha para eu pensar em o que fazer.
 
   Quanto mais coisas aconteciam, mais as horas passavam rápidas, voando. Muitas coisas ainda estavam sem solução. Foi quando no meio desta correria, me lembrei que era aniversário do meu pai. Neste momento eu dei uma pausa em tudo o que estava fazendo.

   Com a cabeça a mil, lembrei que essa pessoa tão especial na minha vida já estava completando 50 anos de idade. Foi aí que eu parei para pensar, como "os anos passam voando". Não imagem só meu pai, mas tentem se colocar no lugar das pessoas mais velhas. Foi o que eu fiz nesta tarde. Tentei imaginar cada emoção, alegria, tristeza e momentos que meu mestre vivenciou em sua caminhada.

   Eu muitas vezes penso que já vivi tudo, que não tem mais nada de diferente para acontecer. Mas por incrível que pareça, quanto mais eu penso assim, mais as coisas surpreendentes acontecem na minha vida. Arrisco-me a dizer ainda que essas coisas acontecem na vida da maioria das pessoas.

   Mas voltando a experiência de se colocar no lugar de uma pessoa mais experiente, o objetivo é saber tudo o que ela já enfrentou e tentar tirar algum proveito. Não estou falando para viver igual. Mas tentar enxergar os erros desta pessoa e transformar em acertos na sua vida, na minha vida.

   Uma dica! Não pense dessa forma a todo momento não. Pode ter certeza que isso poderá causar algum dano físico ou mental. Mas às vezes, esse pensar na vida poderá também apresentar ótimos resultados.

   Há muito tempo eu vinha pensando nas minhas atitudes que tomei no passado. Mas aprendi uma negócio. O que a gente já fez, está feito. Não vamos conseguir voltar e corrigir o que fizemos de errado. Por conta disso, há semana, em especial este 09 de maio, parei para pensar no que eu estou fazendo agora, para não me arrepender no amanhã.

   E onde meu pai entra nessa história? Pois eu lhe digo. Foi com ele que eu aprendi que a vida não deve ser levado tanto a sério, não deve ser tão estressante. Tenha os merecidos cuidados, mas simplesmente viva cada momento, afinal, "os anos passam voando".