Por Guilherme Vila Real
Desde o primeiro ano de faculdade escuto falar da tal Comunicação Integrada. No começo nem tanto, mas nos últimos dois anos escuto com muito mais frequência. Porém, eu ficava realmente pensando se isso realmente existia, ou se isso realmente era preciso. Eis que tive a prova neste último final de semana que a comunicação integrada é essencial para o sucesso.
Por conta das horas extrascurriculares, que precisamos cumprir na faculdade, nós alunos ficamos o tempo todo procurando palestras e workshops, tudo relacionado ao jornalismo, para conseguir certificados. No domingo passado, eu e alguns colegas da faculdade fomos para Barretos participar de uma conferência de comunicação.
O evento estava acontecendo desde a sexta- feira e até então achávamos que tudo estava acontecendo na mais perfeita linha. Engano nosso. Chegamos no domingo às dez da manhã, pois de acordo com o cronograma neste horário teria uma palestra, porém, mudaram a programação e transferiram para as onze horas.
Até aí tudo bem. Pegamos então e fomos para um shopping que fica em frente ao local da conferência. Por lá almoçamos e voltamos na parte da tarde para o evento. Na portaria já sentimos que tinha algo de estranho, pois estava tudo muito vazio.
E realmente estava muuuuuuito vazio. Tinha pelo menos umas 20 pessoas num auditório que, com certeza, tinha capacidade para umas 200 ou mais pessoas. A única coisa que nos segurou naquele lugar, foi que a noite estava marcada uma palestra com o Caco Barcellos, que até então, não sabíamos se ia ter realmente essa palestra ou não. Digo isso porque durante o primeiro dia de evento, várias palestras e workshops foram canceladas.
Mas o pior não foi isso. Quem estava organizando era um publicitário, que por sinal, fez uma bela de uma campanha de divulgação do evento. Mas também foi só isso que ele soube fazer. A cada problema que acontecia, ele tomava as próprias decisões e falava o que bem entendia, como se fosse assessor.
Aí está um grande erro. Cada pessoa tem o seu papel. No grupo dos organizadores de evento, tinha um jornalista que estava fazendo a assessoria, porém, ele sempre era o último a saber das coisas. Resultado, um evento, com uma bela de uma divulgação, com uma merda de organização. Mas o problema não é só esse.
Se os dois tivessem trabalho em sintonia, o evento não seria tão mal comentado como ficou. Duvido que alguém agora é capaz de frequentar um evento organizado por este publicitário, que se preocupou apenas com a divulgação. Mas de que adianta fazer uma bela divulgação como ele fez, se não souber receber e cativar as pessoas para futuros eventos?
Resultado. A marca do publicitário agora está acabada, queimada no mercado, e o jornalista, que agora tem que se virar nos trinta para conseguir gerenciar esta crise. Para que isso não aconteça mais, os jornalistas, publicitários e também relações públicas devem deixar o orgulho de lado para conseguir o sucesso, ou no mínimo, o reconhecimento de ter realizado um bom trabalho.
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