domingo, 9 de dezembro de 2012

Primeira reportagem no JN

Por Guilherme Vila Real

   Gente essa postagem acredito que vai ser uma das mais especiais até agora. Isso porque vou falar da minha primeira reportagem no Jornal Nacional. Lógico, seria hipocrisia minha não falar da Juliana Barrivieira, Alysson Maruyama e Daniela Golfieri. Aliás, foi por causa deles que esta matéria gahnou repercussão nacional.

Para assistir a reportagem clique na imagem.

   Tudo começou quando na segunda-feira recebi a ligação da conselheira tutelar da cidade de Novais, perguntando se alguém da TV TEM havia ligado para ela, pois tinha um recado na mesa falando que um veículo de comunicação teria entrado em contato com ela. Perguntei para a produção, mas ninguém respondeu. Foi aí que até eu me surpreendi. Ao invés de eu falar que ninguém tinha ligado e desligar, resolvi perguntar para ela se estava acontecendo alguma coisa.

   E com muita boa vontade a conselheira começou a contar esta história. Parecia que eu estava psicografando, de tão rápido que eu escrevia. Assim que ela terminou de falar, já pedi telefone, celular, e-mail, só faltou pedir o número do RG, CPF.

   De imediato grite a Juliana Barriveira que estava na minha frente e contei toda a história. Na hora ela falou que tínhamos que fazer essa reportagem. Assim que a chefe de reportagem da TV chegou do horário de almoço, contamos a história e assim foi.

   A Juliana com toda a sua competência começou a checar mais a fundo a história. Conversou novamente com a conselheira, com a polícia, com promotores. Até que pegamos todas as informações necessárias para fecharmos a reportagem.

   Após a coleta de dados, enviamos uma equipe para cidade no outro dia. Foi aí então, que entrou a competência também do repórter Alysson. Depois de ficar por mais de 5 horas parado em frente a casa da mãe adotiva da criança, conseguimos a imagem que enriqueceu a reportagem: a retirada do bebê dos braços da mãe adotiva para levá-lo à um abrigo.

   Mas a gente foi além disso. Com a competência também de Daniela, a matéria chegou ao Jornal Nacional. Uma história com imagens e entrevistas exclusivas. E por conta disso, não teria recompensa maior do que ver a reportagem prontinha no telejornal mais assistido do país.

   Se para Juliana, Daniela e Alysson já representa bastante, imagine para mim que estou começando ainda no jornalismo. Infelizmente não saiu o meu nome, pois ainda sou estagiário. Mas não sei explicar a felicidade que senti quando vi a reportagem no JN. Espero que essa seja a primeira de muitas. Por isso, gostaria muito de agradecer a todos da TV, pois estou me tornando um bom jornalista (pelo menos espero que sim), é porque tive ótimos profissionais que me ensinaram a ser assim. MUITO OBRIGADOOO!

   Peço desculpas se estou muito feliz em contar sobre a reportagem, ainda mais porque a história envolve aí um bebê recém-nascido, que ainda está sem uma família e também por conta do sofrimento da mãe adotiva, que por causa dessa tentativa de burlar a lei, acabou perdendo a guarda da criança. Mas isso é uma outra discussão e acredito que não cabe a nós discutirmos isso. Deixe que a justiça cuide do caso agora.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Quando fazemos o que gostamos...

Por Guilherme Vila Real

Bem que me falaram que depois que faz os dias, as horas, os minutos passam mais rápidos que o normal. E realmente passam. Mas o tempo voa também quando a gente faz aquilo que gosta. Parece que foi ontem que eu entrei na TV, ou melhor, parece que foi ontem que comecei a faculdade.

   Sai direto do terceiro colegial e fui fazer jornalismo. Quando vi que a duração de quatro anos, confesso que dei uma desanimada. Mas foi impressionante, passaram-se estes quatros anos, já estou me formando, está faltando apenas algumas semanas para a entrega do TCC e está acabando também o meu contrato de estágio.

   Há mais ou menos uns 15 dias, os apresentadores do jornal na hora do almoço começaram a divulgar o e-mail para os alunos de jornalismo, que vão cursar o 4º ano de faculdade no ano que vem, enviarem os currículos para estágio 2013. Gente, é muito difícil explicar a sensação. Logo já meu deu aquele aperto no coração.

   E esta semana mais uma vez fiquei no momento depressão. Isso porque, chego no serviço na terça-feira e estão lá os candidatos a estagiários do ano que vem realizando testes. Eu não sabia o que eu fazia. Cumprimentei quem eu conhecia, mas logo fui para a redação. Chegando lá, passou um filme na minha cabeça. Parece clichê isso que eu estou falando, mas quando a gente ama o que faz, isso realmente acontece.

   Neste momento eu comecei a pensar que está acabando e pensei na possibilidade de não conseguir ser contratado. Mas o pior não é isso, o problema maior são os laços de amizade que eu criei com as pessoas. Foram elas, que desde 2 de janeiro deste ano, me ensinaram tudo, tudo mesmo.

   Não sei explicar o que é trabalhar com todo o pessoal da TV. Fico emocionado sempre ao pensar na hipótese de um dia ter que falar xau para essas pessoas e não falar um oi no outro dia. Mas isso pode acontecer, e além do xau que eu vou dar pra eles eu vou falar apenas outra palavra: OBRIGADO!

Imagem
http://www.sobreadministracao.com/wp-content/uploads/2010/01/relogio.jpg

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aprendendo com o dia-a-dia

Por Guilherme Vila Real

Depois de tanto tempo sem postar, cá estou eu de volta. Que falta de educação a minha né.

Mas então, hoje vou falar um poquinho sobre a aprendizagem de cada dia. O tempo vai passando, vamos enfrentando situações diferentes a cada minuto e com isso acreditamos que já estamos sabendo tudo, ou pelo menos boa parte das coisas mais importantes.

   Se engana quem pensa assim. Eu mesmo me enganei. Na semana passa me deparei com uma situação, de certa forma, comum, que eu não acreditava que eu não tinha pensado naquela situação. Como todos sabem, a correria do dia-a-dia de um jornalista é fora de série. Na quinta-feira retrasada pediram para eu marcar um link para falar sobre a Festa de São Judas.

   Aceitei na boa. Lógico, pensei que ia ser fácil. Na verdade foi fácil. Mas acontece que por causa da correria e também pela falta de experiência ou vontade de se superar a cada dia mesmo, liguei para o assessor da diocese de Rio Preto. Eu simplesmente pedi um entrevistado para o link. Eis que ele me pergunta, e para a ambientação o que você precisa?

   Gente, eu fiquei sem reposta. Porque eu estava apenas me contentando em arrumar uma pessoa para falar sobre a festa. Mas enquanto o entrevistado fala, o que vamos mostrar? E como eu não pensei nisso, fiquei muito sem graça, mas falei para o assessor: O que você sugere? Mas não falei isso normal não, eu estava morrendo de vergonha.

   Mas agora vejo que não precisava sentir vergonha, afinal, sou estagiário e estou ali para aprender. É um erro a gente pensar que já aprendemos e sabemos de tudo. Pelo menos este é um grande erro meu. Mas o importante é a gente ir atrás, superar este erro e se esforçar para acertar numa próxima oportunidade.

   E foi isso que aconteceu comigo hoje. Me passaram mais um link para eu marcar. Olha que privilégio, nem foi ao ar ainda e eu já estou falando sobre uma notícia que vai ao ar apenas amanhã, no Tem Notícias 1ª edição. Não sei se isso é um privilégio ou se é minha língua que não cabe dentro da boca.

   Mas então, voltando ao assunto do link. Pediram para eu entrar em contato com o pessoal do PoupaTempo para falarmos sobre o agendamento de data e horário pela internet para emitir RG, que vai começar a valer em Rio Preto nesta quinta-feira, dia 01.

No começo o que fiz. Liguei para assessoria e pedi apenas um entrevistado. Mas depois quando eu fui digitar a pauta pensei! Como o repórter vai explicar, para as pessoas em casa, como fazer esse agendamento pela internet. Na hora eu peguei, liguei para assessora e falei para ela que eu precisava de um computador para o repórter mostrar a cara do site e aonde as pessoas em casa devem clicar para fazer o agendamento. Na hora a assessora se empolgou também, já foi atrás e literalmente eu, pela primeira vez, produzi um link.

   Mesmo assim não fiquei satisfeito. Por curiosidade acabei entrando no site onde serão realizados os agendamentos e vi que era um pouco diferente do passo-a-passo que estava descrito no release. Peguei então, realizei um cadastro, só para conhecer todas as etapas do cadastro e agendamento e escrevi tudo bonitinho para o repórter.

   Ainda na pauta, destaquei o momento em que é para o repórter mostrar no computador como fazer. Pelo menos mostrar a cara do site. Aliás, tudo isso é uma novidade, e a gente tem que explicar direitinho para o pessoal em casa.

   Mas calma pessoal, uma coisa é fato: este link não será o melhor da TV, muito menos merecedor de algum prêmio. Mas eu fiquei muito orgulhoso, pois fui além de pedir um simples entrevistado para falar sobre o assunto. Não parece grande coisa, mas para eu, que a cada dia aprendo uma coisa nova, foi super importante.

   Então meu povo e minha pova. Vamos parar de achar que a gente sabe de tudo, pois sempre, mas sempre vai ter alguma coisa que a gente não conhece. E quando isso acontecer, não tenham vergonha igual eu não. Vamos dar a cara a tapa e, como sempre falaram na faculdade, vamos aproveitar para errar agora, enquanto podemos.

Imagens
 http://pactoglobalcreapr.files.wordpress.com/2011/08/ideias.jpg
http://veja.abril.com.br/assets/pictures/53280/lapis-borracha-size-620.jpg?1318884147

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Debate - Bastidores e Emoções

Por Guilherme Vila Real

Divulgação.
Quem acompanhou a TV Tem nas últimas semanas reparou que ela fez uma cobertura política sensacional, com direito a Debate, pela primeira vez, com os candidatos a prefeitura de Araçatuba, com os prefeitos de Votuporanga pelo G1 e encerrando com os prefeitos de Rio Preto.

   Já compartilhei várias emoções minhas nesta minha jornada na TV, mas nenhuma experiência foi tão emocionante como deste debate da última quinta-feira às 23h. Este foi o terceiro e último debate, no 1º turno, realizado na região. Até então, eu não imaginava que eu iria presenciar este momento de tão perto.

Montagem do cenário para Debates.
TV Tem - Eleições 2012.
Ver o debate em casa já é legal, mas participar dele, é melhor ainda. Tudo começou há algumas semanas com a montagem do cenário. Não só eu, mas como toda a equipe, estávamos ansiosos para saber como seria e como tudo iria ficar para o grande dia.



   Porém, nenhuma expectativa se comparava com a da chegada do grande dia, o Debate com os prefeitos de Rio Preto. Nesta quinta-feira entrei em horário especial para trabalhar. A partir daí foram fortes emoções e surpresas também.

   Vou começar falando da janta. Se eu poderia falar disso eu não sei. Mas é porque fiquei surpreso com isso. Como vários funcionários iriam trabalhar até tarde para levar até as pessoas em casa um belo debate, a empresa resolveu comprar pizzas e sorvetes. Afinal, saco vazio não para em pé né.

Equipe reunida horas antes do Debate
TV Tem - Eleições 2012.
Acabando a janta, fomos todos para o estúdio fazer uma breve reunião. Isso porque, faltavam algumas horas para o início do debate e alguns ajustes ainda precisavam ser feitos e aquilo que já estava pronto, precisava ser checado para ver se estava funcionando direitinho.

 
   Tudo pronto. Fomos então cada um para o seu posto. Mas antes, vamos receber os candidatos e assessores. Aos poucos os protagonistas do Debate foram chegando na TV. Todos chegam sorrindo, cumprimentando todo mundo, como se fossem amigos de infância. A cada autoridade que chegava já tinha um cinegrafista registrando cada momento.

   Todo mundo na TV. Fizemos os sorteios de sala e de púlpitos. Enfim, a tão esperada hora chegou. Aí sim, todo mundo nos devidos lugares, vem o aviso: "Atenção, trinta segundos". Nesta hora meu coração disparou. Eu estava no comando da Luz Vermelha, que avisa os candidatos que faltam 10 segundos para eles terminarem de perguntar ou responder.

   Se não me engano, no meio do segundo bloco, tivemos um problema com o botão, no qual eu estava apertando. Com um belo jogo de cintura de todos, a mediadora começou a avisar os candidatos sobre os 10 últimos segundos. Neste momento a equipe de manutenção da TV foi chamada para arrumar o problema. Nesta hora eu tava quase infartando. Imagem só, eu trabalhando pela primeira vez num debate e já quebro o botão.

   Enquanto o pessoal da manutenção tentava resolver o problema, o debate corria normalmente. Mas o que ninguém viu, foi que neste meio tempo, candidato pede direito de resposta, aí tem que chamar o advogado da empresa para analisar o pedido. E ao mesmo tempo, o rapaz da manutenção descascando fios de energia na minha frente para solucionar o problema da luz. Com a graça de Deus e competência do funcionário, tudo foi resolvido.

   Mas antes de eu encerrar, gostaria de falar sobre a Suiter, lugar onde fica reunido todo o pessoal que faz as trocas de câmeras, liga e desliga os microfones dos candidatos, controla o tempo da pergunta, resposta, réplica e tréplica, entre outras coisas. Nesta sala estavam reunidas, hoje, 11 pessoas. Imaginei todos, em determinados momentos, falando ao mesmo tempo. Sim. Isso é uma loucura.

   Só sei que na hora que acabou tudo, que saímos de lá, os nosso amigos de infância, os candidatos, vem nos dar um até mais e pedindo voto no domingo. Foi aí então, que todo aquele nervosismo acabou e me deu, me perdoem contar isso, uma baita de uma dor de barriga, que tive que vim correndo para casa. Isso já era mais de 01h30 da madrugada.

   Porém, não sei explicar e nem a quem agradecer por ter participado deste debate. Ter a visão por atrás das câmeras foi muito legal. Eu, realmente, como futuro jornalista, não poderia perder esta oportunidade. Foi uma experiência muito grande, que vou levar para o resto da minha vida. E quem sabe um dia, falar que nem os outros colegas de trabalho, este já é meu X debate que participo. Muito obrigado a todos que participaram deste debate e parabéns, vocês arrasaram. Eu me incluo nesta também.

Saiba mais como foi o Debate no G1:






quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Comunicação Integrada

Por Guilherme Vila Real

   Desde o primeiro ano de faculdade escuto falar da tal Comunicação Integrada. No começo nem tanto, mas nos últimos dois anos escuto com muito mais frequência. Porém, eu ficava realmente pensando se isso realmente existia, ou se isso realmente era preciso. Eis que tive a prova neste último final de semana que a comunicação integrada é essencial para o sucesso.

   Por conta das horas extrascurriculares, que precisamos cumprir na faculdade, nós alunos ficamos o tempo todo procurando palestras e workshops, tudo relacionado ao jornalismo, para conseguir certificados. No domingo passado, eu e alguns colegas da faculdade fomos para Barretos participar de uma conferência de comunicação.

   O evento estava acontecendo desde a sexta- feira e até então achávamos que tudo estava acontecendo na mais perfeita linha. Engano nosso. Chegamos no domingo às dez da manhã, pois de acordo com o cronograma neste horário teria uma palestra, porém, mudaram a programação e transferiram para as onze horas.

   Até aí tudo bem. Pegamos então e fomos para um shopping que fica em frente ao local da conferência. Por lá almoçamos e voltamos na parte da tarde para o evento. Na portaria já sentimos que tinha algo de estranho, pois estava tudo muito vazio.

    E realmente estava muuuuuuito vazio. Tinha pelo menos umas 20 pessoas num auditório que, com certeza, tinha capacidade para umas 200 ou mais pessoas. A única coisa que nos segurou naquele lugar, foi que a noite estava marcada uma palestra com o Caco Barcellos, que até então, não sabíamos se ia ter realmente essa palestra ou não. Digo isso porque durante o primeiro dia de evento, várias palestras e workshops foram canceladas.

   Mas o pior não foi isso. Quem estava organizando era um publicitário, que por sinal, fez uma bela de uma campanha de divulgação do evento. Mas também foi só isso que ele soube fazer. A cada problema que acontecia, ele tomava as próprias decisões e falava o que bem entendia, como se fosse assessor.

   Aí está um grande erro. Cada pessoa tem o seu papel. No grupo dos organizadores de evento, tinha um jornalista que estava fazendo a assessoria, porém, ele sempre era o último a saber das coisas. Resultado, um evento, com uma bela de uma divulgação, com uma merda de organização. Mas o problema não é só esse.

   Se os dois tivessem trabalho em sintonia, o evento não seria tão mal comentado como ficou. Duvido que alguém agora é capaz de frequentar um evento organizado por este publicitário, que se preocupou apenas com a divulgação. Mas de que adianta fazer uma bela divulgação como ele fez, se não souber receber e cativar as pessoas para futuros eventos?

   Resultado. A marca do publicitário agora está acabada, queimada no mercado, e o jornalista, que agora tem que se virar nos trinta para conseguir gerenciar esta crise. Para que isso não aconteça mais, os jornalistas, publicitários e também relações públicas devem deixar o orgulho de lado para conseguir o sucesso, ou no mínimo, o reconhecimento de ter realizado um bom trabalho.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Era digital

Por Guilherme Vila Real

   Primeiramente e mais uma vez, tenho que pedir desculpas pela falta de atualização do blog. Já faz quase um mês que eu não posto nada né. Então, hoje eu gostaria de compartilhar com vocês mais um marco na Televisão no Brasil, mas mais especificamente em Rio Preto.

   Para quem acompanhou, nesta quinta-feira, dia 20 de setembro, começou o sinal Digital da TV TEM em Rio Preto. Não estou aqui para fazer propagando não, mas sim para falar desse momento histórico. Pelo menos pra mim.

   Eu adoro ficar ligado nas novas tecnologias. Tudo que é novidade, eu já logo quero ficar sabendo quando eu vou poder ter aquilo. Isso mesmo, sou muito capitalista. E quando ouvi pela primeira vez a falar na TV Digital, sobre a qualidade da imagem e do som, já fiquei com as "anteninhas" ligadas, aguardando ansiosamente esta evolução.

   Mas eu não contava que eu iria acompanhar de tão perto. Isso porque, como já falei aqui várias vezes, estagio na TV TEM, e acompanhar tudo isso, lá de dentro, confesso, foi sensacional. Acompanhar a mudança dos equipamentos, cabos, entre muitas coisas, foi uma experiência incalculável.

   Porém, o que mais me chamou a atenção foi a expectativa de colegas de trabalho e demais funcionários da TV para esta mudança. Eu fiquei nervoso, é normal. Aliás, tudo para mim é uma novidade.

   A hora hoje parecia que não passava. No meio da tarde, toda a equipe se mobilizou para fazer o piloto, que é quando fazemos o jornal, como se estivéssemos no ar, para ajustar tudo. Este é o momento em que podemos errar.

   Vídeo. Ok. Áudio. Ok. Atenção produção, vamos entrar no ar. Eu estava na redação e já me deu aquele gelo no estômago. E os funcionários, que estão lá a mais de 25 anos, começaram a suar e a tremer. Eu achei aquilo um máximo, pois eles estavam se comportando, como se fossem a primeira vez que estivessem fazendo aquilo.

   Resultado. Tudo maravilhoso no ar. No final, todos se abraçaram, e começamos a bater palmas, palmas e mais palmas. Afinal, quem assistiu, há de concordar. Foi um belo de um jornal. Com imagem e áudio totalmente digitais, cenário inovador e com uma equipe atrás das câmeras, simplesmente, sensacional.

   Parabéns a todos que fizeram este dia acontecer. Sou obrigado a concordar com aquele ditado: uma andorinha não faz verão. E isso é verdade. Essa mudança hoje só foi capaz porque todos estavam em perfeita união, como acontece todos os dias.

Quem não viu ao vivo, pode conferir pelo G1:

*Para ver a notícia completa clique sobre o título.






Aos poucos vou postando fotos desta EQUIPE SENSACIONAL que citei acima e que faz a TV TEM Rio Preto acontecer...

Funcionários da Rede Tem no novo cenário após a inauguração da
TV Digital em Rio Preto.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Os bastidores da notícia 3

Por Guilherme Vila Real

   Muitas pessoas, ou jornalisticamente falando, telespectadores, me perguntam como nós, produtores, encontramos personagens que se encaixam perfeitamente nas reportagens exibidas na TV. Já adianto, não é uma tarefa fácil.

   Existem várias formas de se encontrar um personagem para determinada matéria. Porém, como uma sugestão de pauta surge, às vezes, de um release enviado por uma assessoria de imprensa, o personagem também surge dessa maneira.

   Mas esta não é a única forma. Quando um produtor recebe uma pauta a primeira coisa que um jornalista dá uma olhada é a agenda telefônica. Caso ele não encontre o que estava procurando, então chega a hora de "gritar". Só quem já trabalhou em uma redação sabe que tem que gritar mesmo para conseguir o que quer. Dessa forma o jornalista começa a conversar com fulano, ciclano, e pergunta se conhece beltrano, que faz determinada coisa que vai ser abordado na reportagem.

   Então imaginem. Em uma redação trabalham, na maioria delas, pessoas que já moraram em várias cidades, que tem uma família grande, ou muito louca, tem vários amigos, enfim, conhecem muita gente neste mundão a fora.

   Quando passamos pela assessoria e não conseguimos personagem, passamos pela redação e também não conseguimos, partimos então para o Plano C, que é ligar para pai, mãe, irmãos, colegas de igreja, de faculdade, tudo isso para conseguir um personagem. Pelo menos eu já fiz isso.

   Agora vou contar a batalha que enfrentei para conseguir um personagem. Num certo dia recebi uma pauta sobre o IPI reduzido para veículos 0 km. Fui orientado que eu precisava encontrar uma pessoa que tinha comprado um veículo antes da redução do imposto e que ao ficar sabendo da decisão do governo, desistiu da compra para comprar o veículo novamente, só para pagar mais barato.

   Na hora pensei, super fácil né. Quem vê pensa que as concessionárias autorizam o cancelamento de uma nota fiscal no valor de um carro. Primeiro, consegui uma concessionária para conseguir gravarmos a matéria,  depois pedi entrevista com o gerente, e assim que falei com o gerente, pedi um personagem. E lógico, não encontrei. Então lembrei que uma amiga da minha mãe era vendedora em outra concessionária, quando liguei, descobri que ela estava de férias, implorei no telefone mesmo com o outro vendedor que me atendeu.

   As horas foram passando, e às 17h50, um vendedor das trezentas lojas que liguei, me retornou a ligação para falar que tinha conseguido uma mulher que se encaixava perfeitamente no perfil que eu precisava para a reportagem.

  Enfim pude respirar aliviado, afinal, estagiário tem que fazer tudo certinho né.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Os bastidores da notícia 2

Por Guilherme Vila Real

   Na semana passada contei como os factuais acontecem e como estas notícias chegam até as redações. Hoje vou contar um pouquinho de como fazemos quando não temos acidentes, tempestades, entre outras tragédias para divulgarmos.

   Lembrando que eu sempre uso como referência a TV onde faço estágio. Diariamente, às 13h, é realizada a tão temida reunião de pauta. Eu digo temida, pois é nela que discutimos como foi o andamento dos telejornais transmitido até este horário e também sugerimos pautas/reportagens.

   Depois desta etapa começamos a montar a capa de pauta do dia seguinte. A capa de pauta é o roteiro de todas as reportagens que serão gravadas. Nela são dividas as equipes (repórteres e cinegrafistas), os horários de entrada, intervalo e saída e quais produtores vão produzir as pautas.

   A maioria das pautas produzidas, que serão gravadas no outro dia, são frias, ou seja, podem ser usadas na segunda, na terça, quarta... Um exemplo clássico que aprendi na faculdade é: "Vamos fazer uma matéria sobre como plantar e cuidar de uma orquídea". Neste caso a reportagem pode ser exibida em qualquer dia. Vale deixar bem claro que por ela não ter um dia exato para ser exibida, não significa que a reportagem não tenha importância ou não seja de interesse público.

   As matérias frias, que eu julgo as mais importantes, surgem de duas formas. Uma delas é por meio dos releases que recebemos a todo instante das assessorias de imprensa, e a outra é pela pesquisas em sites oficiais e de notícias, feitas pelos próprios produtores.

   Mas para sugerirmos uma pauta, precisamos antes pesquisar mais sobre o assunto e conferir se "aquilo" existe na nossa cidade ou região e se de uma certa forma vai influenciar na vida dos nossos telespectadores. Temos que fazer isso para conseguirmos "vender" a pauta.

   Não é uma tarefa fácil. Por isso o produtor precisa ter bons argumentos e dados em mãos, para conseguir provar a importância de se fazer aquela reportagem. Com relação aos releases o produtor sempre precisa encontrar um novo gancho para a matéria, ou seja, buscar um caminho diferente daquele descrito no release.

   Definidas então as reportagens que serão produzidas para o dia seguinte, cabe ao produtor encontrar os personagens, que são os entrevistados que vão ilustrar, ou melhor dizendo, que vão provar para o telespectador em casa que aquela situação mostrada na reportagem realmente existe. E é sobre esta batalha dos produtores para encontrar personagens/entrevistados que vou falar na semana que vem.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Os bastidores da notícia

Por Guilherme Vila Real

Muita gente me pergunta como funciona a televisão atrás das câmeras. Esse é o tema que vou compartilhar com as pessoas de casa, os telespectadores, e também os colegas da faculdade que trabalham em outros veículos de comunicação como jornal impresso, assessoria de imprensa, rádio, entre outros. Tudo bem que as formas de se encontrar uma notícia não são tão diferentes.

   Tudo que vou falar aqui é o que eu faço atualmente na TV Tem. Como já disse em outros posts, sou estagiário lá no período da tarde. Mas o trabalho para buscar a notícia começa bem cedinho.O primeiro desafio dos jornalistas é encontrar os factuais que aconteceram durante a noite como acidentes, assaltos, homicídios, entre outros acontecimentos que mereçam destaque. Por isso, todos os dias um produtor da TV vai até o Plantão Policial e lê os Boletins de Ocorrências, um de cada vez. 

   Mas também existe a tão temida RONDA POLICIAL que fica sob a responsabilidade dos estagiários. A Ronda nada mais é que uma lista de telefones da Polícia Militar, Civil, Ambiental, Bombeiros, além dos Distritos Policiais e as Delegacias Especializadas como DIG - Delegacia de Investigações Gerais, DISE - Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, DDM - Delegacia da Mulher... Aqui em Rio Preto somos responsáveis por ligar para 50 cidades. Fora os municípios que ficam nas regiões de Votuporanga e Araçatuba que os estagiários destas sucursais da TV entram em contato.

   Em meio as conversas com policiais e investigadores as notícias vão surgindo. Há dias que as notícias aparecem aos poucos, mas têm dias que a coisa ferve e acontece tudo de uma vez. Aí que a coisa complica, pois são nestes dias que várias informações chegam até a redação e todas precisam ser checadas corretamente, para que a informação não seja transmitida de forma errada.

   Gente, garanto a vocês, não é fácil não. Todo mundo acredita que estagiário não faz nada, mas a gente trabalha como "gente grande". As responsabilidades são as mesmas de um jornalista formado e contratado da emissora. A diferença mais gritante mesmo é o salário.

   Bom, a Ronda então é o ponta pé inicial da notícia. Mas às vezes acontecem coisas que não conseguimos pegar todas as informações na hora ou então acontecem coisas que nem ficamos sabendo. Por isso a FONTE na vida do jornalista é muito importante. Fonte é aquela pessoa em que o jornalista faz uma "certa amizade" e quando o factual surge, o policial, o investigador, ou qualquer outra pessoa entra em contato primeiro com o jornalista de determinada emissora ou veículo de comunicação e passa as informações de primeira mão. E garanto mais uma vez, não é fácil conseguir Fonte não. Ainda mais na minha situação, que pouca gente me conhece. Mas não é impossível. Por causa das ligações do dia-a-dia da Ronda, já deixei o número do meu celular com várias pessoas e poucas pessoas deixaram o número deles comigo, mas fazer o que, estou só começando.

    Além da Ronda, também contamos com a ligação das pessoas que estão na rua e que ligam para falar o que está acontecendo na cidade. Por incrível que pareça, na maioria das vezes, as notícias surgem primeiro com as ligações dos telespectadores. É impossível a gente estar em todo lugar ao mesmo tempo. Então contamos com essa AJUDA das pessoas, que nos contam "meio por cima" o que está acontecendo e depois ligamos para a polícia para confirmar as informações certinho. Precisamos tomar muito cuidado, pois existem pessoas sinceras e falam o que realmente está acontecendo, mas há pessoas que exageram e as vezes até criam uma notícia.

   E é assim que nós jornalistas vamos sabendo das coisas que acontecem na região e vamos montando os nossos telejornais, para informar os telespectadores em casa. É como um trabalho de formiguinha, uma ajudando o outro, um conversando com o outro, e assim vai...

   Na semana que vem vamos falar a respeito das Matérias Frias, afinal, nem sempre acontecem acidentes, homicídios, tempestades; então precisamos contar com reportagens que ao mesmo tempo preenchem o espaço que temos que cumprir na programação da emissora e também que sejam do interesse das pessoas que estão em casa.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O poder de um sonho

Por Guilherme Vila Real

   Não é fácil alcançar o maior sonho da nossa vida né. O caminho para chegar até ele muitas vezes é tão cheio de espinhos, tão tortuoso. Que atire a primeira pedra quem muitas vezes não parou para pensar em desistir?

   É muito cômodo para o ser humano na hora da dificuldade jogar tudo para o alto e falar que não quer mais. O problema é que a cada momento que a pessoa tem essa atitude, mais longe do sonho ela fica.

   Dependendo da dificuldade, realmente não é fácil tirar forças de algum lugar para continuar no caminho. Eu digo isso, pelos próprios obstáculos que passei na vida. Principalmente quando comecei a estagiar na área do jornalismo.

   Para quem ainda não sabe, meu maior sonho é seguir na carreira televisiva. Tenho muita vontade de fazer testes para vídeos, tanto para repórter na rua, quanto para apresentar um jornal, não sei. Muitos já pensam, você gosta de se aparecer. Talvez. Mas não se esqueçam que antes de tudo eu quero ser jornalista.

   A cada dia que passa me apaixono mais ainda por essa profissão. Com certeza tem alguém que vai me chamar de louco. Posso até ser. Aliás, nenhum jornalista é normal.

   Mas o que eu gosto dessa profissão é que ela faz a gente crescer muito pessoalmente. Todo dia, a cada minuto, nós jornalistas aprendemos coisas novas. Muitas vezes não aprendemos com os acertos e sim com os erros.

   Acertar sempre é muito difícil. Mas se a gente acertar depois de cada erro, no final nós vamos errar bem menos. Ficou meio complexo essa frase né. Mas eu quis dizer que sempre quando erramos, temos que tirar algo de bom, como por exemplo, não tentar cometer este mesmo erro de novo.

   Comigo, principalmente na TV, pensei em desistir várias vezes. Mas no começo tudo parece ser bem mais difícil. E na verdade é mesmo. Mas lembrem-se da questão da prática que falei em um texto aqui no blog. Quando a gente começa a fazer uma coisa todo dia, a gente vai ficando por dentro do assunto e vai entrando no ritmo.

   Passei por várias dificuldades, até quase prejudicar colegas de trabalho da TV. Isso me abalou demais, pois não aceito crescer na vida na custa dos outros. Tudo o que eu receber na vida, tem que ser por mérito meu. Tirando os trabalhos da faculdade, que às vezes fazemos em grupo para sair nosso nome. Ai que horror o que eu falei aqui agora né. Mas é a vida. Não está fácil para ninguém mesmo.

   Como eu ia falando, as dificuldades que encontrei, principalmente na carreira jornalística, não foram fáceis de enfrentar não. Muitas vezes chorei e falava que queria desistir de tudo. Mas se eu fizesse isso, como eu ia conseguir alcançar meu sonho.

   Mas só comecei a pensar assim, depois que uma pessoa que está na área há muito tempo - não vou divulgar o nome dela - disse assim para mim: "O que e quem é maior do que o seu sonho de ser jornalista?" A partir desse dia eu mudei meu jeito de ser. Não digo que eu mudei minha personalidade, mas sim o jeito de encarar as coisas. Antes eu sofria a cada dificuldade, deixando ela tomar conta de tudo. Resultado, eu não fazia mais nada a não ser sofrer. Mas agora tudo mudou. Eu reorganizei minha vida e estou conseguindo fazer tudo que me pedem. Às vezes erro, sim. Porém, bem menos, pois estou concertando o presente com os erros do passado para ter um futuro mais tranquilo.

   Pensem nisso "O QUE e QUEM é maior do que o seu sonho?".

sábado, 26 de maio de 2012

A vida é feita de escolhas

Por Guilherme Vila Real

   Vida. Essa palavra me deixa encucado toda vez que eu paro para pensar nela. Ninguém disse que ela ia ser fácil. Mas também não me lembro de ninguém chegar e falar que ela ia ser tão difícil.

   Encontrar dificuldades, infelizmente todos nós vamos encontrar. Mas há fases que várias coisas acontecem tudo ao mesmo tempo e por falta de preparo, nos desesperamos. Pelo menos é assim comigo.

   Para conseguirmos lidar com essas "fases" da vida é preciso ter muito jogo de cintura. A presença da família é essencial. Mas a presença, o apoio dos amigos, também é muito importante.

   Em uma época da vida eu queria ter quantidade, ou seja, quanto mais gente ao me redor melhor. Mas chega uma hora que isso não basta. É preciso ter qualidade também. Definir as pessoas que você quer ter do lado, não é uma tarefa muito fácil, pois por mim eu ficava com todo mundo.

   Mas a vida é feita de escolhas. Algumas decisões são positivas, porém muitas também são negativas. Eu digo isso com relação as consequências. Lembrem-se, para toda ação, tem uma reação.

   Agradar a todos é difícil. Desculpem usar este exemplo, mas nem Jesus conseguiu agradar o mundo. Tentar magoar o menos possível as pessoas é o que devemos fazer. Mas o duro é quando a gente pensa só na gente. O individualismo é tenso.

   Por muito tempo eu pensava, até demais, no que os outros estavam imaginando ou comentando sobre minhas atitudes. Resultado. Perdi muito tempo com isso e esqueci de pensar em mim.

   Foi ai então que eu decidi mudar a minha vida. Enfim comecei a pensar mais na minha pessoa. Porém, tive que fazer certas escolhas para isso. Falar que eu não sofri com isso, estaria mentindo. Pode não parecer, mas escolher as pessoas para caminhar ao seu lado na vida não é uma tarefa nada fácil.

   Peso na consciência. Na maioria das vezes é isso que nos resta quando fazemos as escolhas erradas na vida. Mas é difícil acertar sempre. A vida funciona como um jogo de azar. Uma hora você começa a ganhar, mas, infelizmente, a hora de perder também chega. E é assim a vida.

   Por isso, temos que tomar cuidado ao tomar determinadas decisões. Se vamos acertar, eu não sei. Mas sou daquela política, melhor se arrepender do que fizemos, do que se arrepender daquilo que a gente não fez.

   Hoje, pago um preço alto, por ter tomado algumas decisões erradas ou precipitadas. Cabe as pessoas terem um pouco de paciência e tentar entender que a vida é feita de escolhas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Voltando no tempo

Por Guilherme Vila Real

   Como eu disse em um post na semana, antes de eu estagiar na TV, passei pelo Rádio. Lá realmente foi uma escola. Aprendi muita coisa relacionada a carreira de jornalista.

   O processo seletivo para este estágio não foi tão "sofrido" como o que contei aqui recentemente. Mas ainda é um mistério para mim. Lembro que eu estava passando por uma dificuldade muito grande em um antigo serviço, onde fui até acusado de roubo pelo filho do dono da empresa. Eu só não pedia demissão por causa das contas que eu tinha para pagar.

   Até então que eu recebo uma ligação da Rádio Educativa, falando que eu tinha enviado o currículo e eles queriam que eu fosse no outro dia a tarde para fazer uma entrevista. Na hora não pensei duas vezes, o SIM saiu da minha boca espontâneamente.

   No dia seguinte, estava eu, lindo e fino para a entrevista. Mais uma na minha vida. Papo vai, papo vem e a chefe na época me pediu para fazer duas notas e gravá-las. Imaginem eu com essa voz "linda" que Deus me deu - reparem que coloquei linda entre "áspas" - super nervoso, tendo que me virar nos trinta literalmente, porque eu tinha meia hora para entregar tudo certinho.

   Não sei se foi sorte ou benção divina, mas consegui terminar antes do tempo previsto. Simplesmente me liberaram e falaram que entravam em contato mais pra frente.

   Mais uma vez, não sei se foi sorte ou benção divina, em menos de uma semana recebi a ligação falando que eu tinha passado no processo de seleção. Na hora fiquei feliz, porque eu ia me livrar daquele terrível emprego em que eu me encontrava.

   Cinco minutos depois da ligação que mudou a minha vida, apareci na empresa em que estava trabalhando e pedi as minhas contas. Olha o juízo da pessoa né. Eu jurava que eu ia começar a estagiar na rádio no outro dia. Mas não. Demorou mais de um mês. Mas, para a nossa alegria, esse dia chegou.

   Não podia deixar de falar que durante essa fase, o Rafael, um amigo da faculdade, também tinha conseguido uma das três vagas disponíveis na emissora. Ele ficou com o horário da manhã e eu com o da tarde. Adorei, pois eu podia acordar mais tarde. Já ele sofria com as frias manhãs na companhia de Toledo cantando. Sabe o que eu acho né. Brincadeira.

   No começo eu fazia apenas notas. Não me lembro ao certo quanto tempo demorou, mas rapidamente comecei a produzir minhas próprias matérias. Meu orgulho ia lá em cima e eu já me achava o jornalista. Coitado de mim, mal sabia o que estava por vir. Cada dia que passava, mais dificuldades eu encontrava. Porém cada uma que eu vencia, servia de aprendizado.

   O tempo foi passando e não é que eu fui ficando craque no assunto. Até que chegou um dia que eu dei orgulho nos meus professores da rádio, Elaine Datti e Renato Rack. Consegui fazer duas matérias em um dia só. Parece pouco né. Mas antes eu fazia uma reportagem a cada dois dias. E assim foi, cada dia melhorando mais, ousando mais, e lógico, apanhando mais.

   Infelizmente as pessoas da emissora, por motivos burocráticos, tiveram que se afastar. Cada dia era um que ia embora, até que, por incrível que pareça, sobrou apenas eu e Renato Rack. Olha que chique e que honra ao mesmo tempo. O jornal de notícias que tinha diariamente, começou a ser apresentado por Renato e as reportagens eram todas na minha voz. Este foi o nosso momento mais difícil. O estresse tomou conta da gente, mas em nenhum momento deixamos a peteca cair. Infelizmente, o dia da ida de Renato, meu maior companheiro que tive até hoje no jornalismo, chegou. Resultado, sobrou apenas eu na rádio. Quer dizer, sobrou também a Daniela, pessoa maravilhosa também.

   A rádio parou. Tinha apenas músicas e algumas notinhas feitas pelo melhor estagiário. Também só tinha eu né. Aos poucos novas pessoas começaram a aparecer e tudo foi voltando ao normal. Fiquei lá por cerca de 10 meses e atingi a marca de 100 reportagens. Olha que orgulho. Confesso que algumas matérias não foram tão boas. Mas nem tudo na vida é flores.

   Enfim. Adorei voltar no tempo hoje. Relembrar quando eu comecei minha carreira jornalística, literalmente do zero. Foi maravilhoso. Hoje vejo o quanto eu cresci profissionalmente e também pessoalmente. O jornalismo está sendo uma escola de Vida pra mim. Tem hora que desanima, sim, isso é verdade. Mas o meu sonho de ser jornalista é bem maior do que qualquer coisa.

   E a mensagem de hoje é: "Passei por vários momentos difícieis, achei que não ia aprender nunca, mas tudo é falta de prática. Quando você começa a praticar aquilo diariamente, pode ter certeza, você vai ficar craque no assunto. É até bom passar por certas dificuldades, pois são nelas que nós mais aprendemos". Uma dica: "Não desista nunca".

   Um dia quero sentar com meus colegas de faculdades, todos trabalhando e arrasando na área, e poder voltar no tempo, como eu fiz hoje.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O poder da amizade

Por Guilherme Vila Real

   Realmente a minha memória não está ficando boa. Na semana passada esqueci do aniversário do meu pai e hoje esqueci do aniversário de uma pessoa, que depois de Deus, minha família, é a mais importante. Tudo bem que na lista ela está em terceiro lugar, mas ela sabe o quanto ela é importante para mim.

   Hoje eu vou falar de Camila Galvão. Na verdade não vou falar dela, vou falar da nossa amizade. Dizer ao certo quando nos conhecemos e quando esse companheirismo começou, eu não lembro. Como eu disse anteriormente, minha memória está péssima.

   Em uma vida passada com certeza eu e Camila trabalhávamos em um circo, só pode. Pois quando estamos juntos só fazemos palhaçadas. Risadas é que não faltam. Mas enfrentamos momentos difíceis também. Foi a partir daí que eu percebi o poder da nossa amizade.

   Acho que o pior perrengue que fiquei ao lado dela, caso ela precisasse de um abraço, de um ouvido, foi quando ela perdeu o pai dela. Não sei medir o quão foi difícil para ela superar essa perda. Se é que é possível superá-la. Mas pelo menos eu estava ali. A nossa amizade se fortaleceu tanto, que eu comecei a ir todo final de semana na casa dela. Que maravilha né. De sábado e domingo, até hoje, eu não tenho mais casa. Mas tenho a casa dela.

   Além de eu frequentar a casa dela (vou contar um segredo para muitos aqui) comecei a chamar a mãe dela de sogra. Afinal, todo mundo achava que eu e ela um tinha tivemos um caso. Não sei se isso é bom ou não, mas garanto que nunca tivemos nada.

   Resultado disso tudo, hoje eu posso dizer que eu não tenho uma amiga, eu tenho uma outra irmã. Ai destino, ninguém merece. Só eu mesmo para escolher uma irmã mais velha, ou melhor, outra irmã mais velha né. Há dois anos consegui despachar minha irmã de sangue (ela casou, e tive que pagar muito caro pro meu cunhado fazer isso) e agora arrumei a Camila como irmã mais velha. Por outro lado foi bom. Veio de brinde uma irmã caçula, a Beatriz. Mais conhecida como Rosa de dia e de avô de noite. (Só os íntimos vão entender estes apelidos).

   Tudo que eu falei da nossa amizade foi de forma bem genérica. Mas vou descrever algumas qualidades dela para quem não conhece. Pensa em uma pessoa que sabe se você está bem ou não por telepatia. A Camila tem esse dom. Se tem uma pessoa que pode passar o perrengue que for e está sempre sorrindo. Ela também tem esse dom. Se tem uma pessoa que sabe abraçar na hora que é preciso, mas que bate na cara quando é preciso também. A Camila tem mais esse dom. Se tem uma pessoa que tem o sonho de ser mordida por um vampiro. Bom isso não é um dom né, é caso de internação. Mas o médico pediu para não contrariar.

   Bom, mas como ela é ser humano, também tem defeitos. Ou melhor, defeito, ela é mulher e tem os dias de chico. Aaaaaaiiiiiiiiiiii. Se nesses dias você for na casa dela e não levar um chocolate, te garanto, é melhor não ir. Quem realmente for amigo dela, sabe do que eu estou dizendo.

   Fora isso, ela é uma pessoa que é essencial para minha sobrevivência. E venho aqui hoje, pedir desculpas por esquecer o aniversário dela. Só para constar, ela ligou no meu serviço hoje perguntando se eu não ia dar os parabéns pra ela. Na hora desliguei o telefone, liguei pra ela e dei os parabéns. Não to falando que somos palhaços. Praticamente um Patati e uma Patata.

   Camila, obrigado pela sua amizade. Parabéns. Te amo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Em busca do sonho

Por Guilherme Vila Real

   Há pouco mais de um ano postei aqui no blog um texto chamado "Brincando de factual". Nele eu contava como foi a emoção de saber que o helicóptero do Marrone tinha caído em Rio Preto, praticamente ao mesmo tempo em que os grandes veículos de comunicação ficaram sabendo. Eu na época estagiava na Rádio Educativa, da prefeitura. Um veículo maravilhoso, que aprendi muito por conta dos colegas de trabalho que tive, mas não tinha o factual. Todas as reportagens eram frias e eram a favor do governo.

   Meu maior sonho era viver este factual. E hoje fui parar pra pensar que se tornou realidade. Há cinco meses estou em veículo de comunicação, que querendo ou não, é muito cobiçado pelos estudantes de jornalismo e também para os já formados jornalistas.

   E hoje, resolvi compartilhar como foi minha briga para conquistar meu espaço no mercado de trabalho.

   Todo fim de ano, a TV Tem - Afiliada da Rede Globo, abre as inscrições para estudantes de jornalismo, que estejam no 4º ano, estagiarem na emissora. Muitos não sabem, mas meu sonho sempre foi TV. Porém, quando eu ouvia falar dela, poucos eram os elogios. E outra, tem um amigo que é filho de um funcionário da emissora. Então eu nem queria enviar o currículo, pois tinha certeza que eu não ia conseguir a vaga.

   Os dias foram passando e meus pais estavam desesperados perguntando se eu tinha enviado o currículo no e-mail que eles divulgavam durante os jornais. E eu sempre falava que não iria enviar, que eu não tinha capacidade para isso.

   Eis que então, no último dia, me deu a "aloka" e resolvi enviar o currículo. Quando cheguei em casa e contei para os meus pais, nossa, percebi a expressão de alívio. Talvez eu não conseguiria a vaga, mas pelo menos eles sabiam que eu tentei.

   Passaram-se algumas semanas e nada de confirmar o recebimento do meu currículo. Até que um dia recebo um e-mail escrito TV Tem. Pensem em uma pessoa que ficou uma pilha. Na hora abri e lá tinha a data e hora que eu deveria comparecer lá para o processo de seleção.

   Não pensei duas vezes, pedi folga no serviço naquele dia e fui firme que nem um prego na areia. As mãos suavam a toda hora, nem comi porque tinha medo de (desculpem o termo) gorfar na hora da entrevista.

   Enfim o grande dia chegou. Se não me engano, eu estava competindo 2 vagas com outros 14 estudantes das faculdades Unorp, Unirp e de outras cidades. Por incrível que pareça, da Unilago tinha apenas eu. A seleção começou as 10h da manhã com uma prova de Língua Portuguesa e Conhecimentos Gerais. Tipo, coisa básica.

   Antes de começar o Tem Notícias 1ª edição, 12h, todos entregaram a prova e fomos dar uma volta na TV. Conhecemos o estúdios e alguns departamentos. Todos super anciosos para saber quem ia trabalhar em uma afiliada da Globo. No horário do jornal fomos liberados para almoçar e mandaram a gente retornar às 14h para o restante do processo seletivo.

   Podem acreditar, saímos de lá era meio dia, e essas duas horas da tarde chegavam nunca. Demorou, mas chegou.

   A segunda parte da seleção, nós estudantes teríamos que transformar uma reportagem em Nota Pelada. Não estou querendo me gabar, mas foi fácil demais essa. Afinal o que mais eu fazia na rádio era nota né. Depois tivemos que fazer uma pequena redação, falando qual a influência de Steve Jobs na comunicação moderna. Fiquei mais feliz ainda, pois uma semana antes eu tinha apresentado um trabalho de assessoria na faculdade, onde meu cliente era a Apple. Imaginem, estava por dentro de tudo né.

   Porém, não acabou por aí, a pior parte ainda estava por vir. Três dos quatro chefes da emissora estavam reunidos em uma sala e chamava candidato por candidato. A primeira menina que entrou quase saiu chorando da sala. Não posso negar, todo mundo trancou o c!@#$%&*.

   Já se passava das 18h quando me chamaram. Minhas pernas tremiam, as mão suavam mais ainda. Mas quando entrei na sala, firmei, olhei pros três e deu vontade de chorar. Aí começaram as perguntas. O que eu fazia da vida, onde eu trabalhava, o que eu fazia no meu estágio e assim foi. Naquele momento eu me senti em O Aprendiz. Roberto Justus e os dois conselheiros de um lado da mesa e eu do outro sendo massacrado por perguntas. De uma certa forma, foi até tranquilo. Pelos depoimentos dos concorrentes, o meu foi bem mais ligth. Juro para vocês, nem sei quanto tempo demorou a conversa, mas até dar sugestão de pauta eu dei.

   Ao me liberarem falaram: "Daqui dois dias enviamos um e-mail falando que foi selecionado". Se às duas horas de almoço no dia da seleção demoraram pra passar, imaginem aguardar dois dias. Mas fazer o que né. Um dia depois, três estudantes do grupo de e-mail falaram que foram convidados para ir lá no outro dia para uma outra seleção. Quando vi aquilo, chorei, porque eu não tinha conseguido, eu me achava incompetente. Mas beleza.

   Mais um dia passou e de repente, eis que estou na rádio, vem outro e-mail escrito TV Tem. Eu não sabia que abria, se excluia. Mas lógico que eu abri né e estava escrito: "Os estagiários da TV no ano de 2012 são: Guilherme Vila Real e Vinícius Silva".

   Genteeeeeeeeee. Eu comecei a chorar desesperadamente, minhas pernas tremiam. O meu colega na rádio, Felipe Nunes na hora perguntou: "O que está acontecendo?". Eu na hora soltei um grito: "Eu passei na TV Teeeeeem". Pensei em um momento que eu não acreditava que aquilo estava acontecendo.

   Saí correndo pela rádio, entrei na sala da minha chefe e falei que tinha passado na seleção da TV Tem. Por incrível que pareça ela me deu um abraço e falou: "Você merece". Depois peguei o telefone, liguei pra minha mãe aos prantos e dei a notícia. Pensa em uma mãe que chorava no telefone. Desliguei com ela e em seguida liguei pro meu pai. Uma reação surpreendente pra mim. Meu pai começou a chorar de soluçar e me desejava os parabéns.

   Olha, foi uma emoção muito forte. E foi muito bom relembrar essa história e contar isso para vocês. Ainda  tem muita gente da minha sala que não teve oportunidades de trabalhar na área. Mas uma coisa eu digo, confiem em vocês mesmo. Quando você fala para você mesmo "Eu consigo", você consegue. Pelo menos comigo foi assim. Espero que tenham gostado. Mais pra frente vou compartilhar outros momentos dessa minha vida no factual.

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe, o que dizer

Este texto dedico a minha mãe
Sônia
Por Guilherme Vila Real

   Segundo domingo de maio chegou, o que significa que o Dia das Mães também. Então pensei, o que falar a respeito desse dia. Bom, do dia mesmo eu nao vou falar, mas vou falar dessa pessoa chamada MÃE.

   Resolvi procurar no dicionário o que significa essa palavra. Lá dizia assim: Mãe (nome feminino) mulher que deu a luz um ou mais filhos. Isso não é novidade para ninguém, eu sei disso. Mas vamos parar para pensar no que essas mulheres fazem durante a vida, ou melhor, durante a nossa vida.

   A maioria delas se dedicam inteiramente para nós filhos. E o que a gente faz em troca. Vou dizer por mim, NADA. Mas não digo nada porque eu não quero decepcionar essa mulher que me carregou durante nove meses na barriga, acordou de madrugada quando eu chorava de fome ou cólica, me levou no médico quando eu passei mal, entre outras qualidades.

   As mães elas sempre fazem tudo pela gente, se for precisam elas doam a vida delas para salvar a nossa. E é por isso, que hoje eu gostaria dizer tudo o que eu sinto para a minha mãe, eu queria deitar no colo dela como eu fazia quando eu era bem pequenininho, mas não consigo, pois mais uma vez, não quero decepcioná-la.

   Quantas e quantas vezes minha mãe me alertava, filho não faz isso, não vai para aquele lugar. E o que eu fiz, eu fiz aquilo, eu fui para aquele lugar. Por que para nós filhos é tão difícil escutar o que a mãe fala? Porque a gente acha que é dono da verdade. Mas que verdade é essa se a gente ainda não viveu um terço do que essa mulher viveu.

   Mas o orgulho fala mais alto. E por causa desse orgulho, de achar que já conheço tudo da vida, me afasta mais e mais dessa pessoa que tinha tudo para ser minha melhor amiga.

   Eu sempre ouvi dizer o ditado, "Uma mãe cuida de dez filhos e dez filhos não cuidam de uma mãe". Quem falar que isso é mentira, vai estar mentindo. Não posso generalizar também, vou dizer então, mais uma vez, só por mim. Eu não cuidaria da minha mãe. Sabem por quê? Porque hoje eu não sou homem o bastante para cuidar nem de mim, quem dirá cuidar dessa pessoa maravilhosa, que já fez tudo para eu ser uma pessoa boa no mundo. Reconhecer tudo o que ela fez pra mim eu reconheço, mas ser capaz de dizer tudo isso na cara dela, eu não tenho.

   Que estranho né! Pois é. Quem sabe um dia eu consiga ser aquele filho que ela sempre sonhou. Enquanto isso, continuo rezando por ela todas as noites para que Deus a proteja.

   FELIZ DIA DAS MÃES!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os anos passam voando

Por Guilherme Vila Real

   O dia 09 de maio poderia ser considerado um dia normal como todos os outros dias do ano. Mas desde cedo a correria tomou conta desta data. Várias coisas foram acontecendo desordenadamente, tudo ao mesmo tempo, sem dar uma brecha para eu pensar em o que fazer.
 
   Quanto mais coisas aconteciam, mais as horas passavam rápidas, voando. Muitas coisas ainda estavam sem solução. Foi quando no meio desta correria, me lembrei que era aniversário do meu pai. Neste momento eu dei uma pausa em tudo o que estava fazendo.

   Com a cabeça a mil, lembrei que essa pessoa tão especial na minha vida já estava completando 50 anos de idade. Foi aí que eu parei para pensar, como "os anos passam voando". Não imagem só meu pai, mas tentem se colocar no lugar das pessoas mais velhas. Foi o que eu fiz nesta tarde. Tentei imaginar cada emoção, alegria, tristeza e momentos que meu mestre vivenciou em sua caminhada.

   Eu muitas vezes penso que já vivi tudo, que não tem mais nada de diferente para acontecer. Mas por incrível que pareça, quanto mais eu penso assim, mais as coisas surpreendentes acontecem na minha vida. Arrisco-me a dizer ainda que essas coisas acontecem na vida da maioria das pessoas.

   Mas voltando a experiência de se colocar no lugar de uma pessoa mais experiente, o objetivo é saber tudo o que ela já enfrentou e tentar tirar algum proveito. Não estou falando para viver igual. Mas tentar enxergar os erros desta pessoa e transformar em acertos na sua vida, na minha vida.

   Uma dica! Não pense dessa forma a todo momento não. Pode ter certeza que isso poderá causar algum dano físico ou mental. Mas às vezes, esse pensar na vida poderá também apresentar ótimos resultados.

   Há muito tempo eu vinha pensando nas minhas atitudes que tomei no passado. Mas aprendi uma negócio. O que a gente já fez, está feito. Não vamos conseguir voltar e corrigir o que fizemos de errado. Por conta disso, há semana, em especial este 09 de maio, parei para pensar no que eu estou fazendo agora, para não me arrepender no amanhã.

   E onde meu pai entra nessa história? Pois eu lhe digo. Foi com ele que eu aprendi que a vida não deve ser levado tanto a sério, não deve ser tão estressante. Tenha os merecidos cuidados, mas simplesmente viva cada momento, afinal, "os anos passam voando".